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Trilha do frio: quem é a islandesa por trás do sucesso de Coringa

A elogiada performance do ator Joaquin Phoenix é o ponto alto do megasucesso Coringa, que se tornou nesta semana o primeiro "filme adulto" (restrito a maiores de 17 anos nos Estados Unidos) da história a arrecadar mais de US$ 1 bilhão nas bilheterias de todo o mundo. Mas um sucesso dessa magnitude não é feito apenas do talento de um artista. A obra do diretor Todd Phillips também deve muito ao trabalho de sua trilha sonora, assinada inteiramente pela islandesa Hildur Gudnadottir (ou Guðnadóttir, na grafia original).

Aos 37 anos de idade, a violoncelista nascida em Reykjavík, a capital da Islândia, é hoje uma das mais requisitadas autoras de trilhas sonoras da indústria do audiovisual. Dois atestados da excelência de suas criações vieram neste ano: ela recebeu o Prêmio Soundtrack Stars Award, do Festival de Veneza, por seu trabalho em Coringa e também o Emmy, o mais importante da televisão americana, pela trilha de Chernobyl, série de enorme sucesso produzida pelo canal HBO.

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Hildur já lançou cinco discos solo, gravou com grupos como Pan Sonic (Finlândia) e Múm (Islândia) e fez turnês com as bandas americanas Animal Collective e Sunn O))), mas seu reconhecimento internacional veio mesmo com a criação de trilhas para o cinema e a TV. Em 2018, por exemplo, ela participou das trilhas dos filmes Sicário: Dia do Soldado, estrelado por Benicio Del Toro e Josh Brolin, e de Maria Madalena, com Rooney Mara no papel-título e Joaquin Phoenix (novamente ele) como Jesus.

A islandesa inovou em Chernobyl ao capturar sons de usinas nucleares abandonadas. A experimentação também marcou seu trabalho em Coringa: ao contrário do que habitualmente ocorre em uma produção de Hollywood, toda a trilha sonora foi composta antes do início das filmagens.

E de que maneira isso afetou o resultado final do filme? O próprio diretor Todd Phillips explicou a dimensão do impacto. “Nós usamos a trilha enquanto filmamos, o que foi incrível para Joaquin [Phoenix], para mim, os operadores de câmera e toda a equipe. [A trilha] ajudou a formar o filme e a cinematografia de um jeito que eu nunca tinha experimentado antes", disse ele ao site Blackfilm.

Já em campanha aberta para que Coringa leve o maior número possível de troféus no Oscar, o estúdio Warner Bros. defende que o filme seja indicado em 14 categorias. A trilha sonora da violoncelista islandesa, claro, é uma delas.

Assista abaixo a uma das cenas em que a performance de Joaquin Phoenix e a música de Hildur Gudnadottir brilham juntas:

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