Suécia e Dinamarca suspendem missões militares no Iraque

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As forças armadas da Suécia e da Dinamarca suspenderam suas missões de treinamento no Iraque após o assassinato de Qassem Soleimani, comandante da força de elite Quds, do Corpo da Guarda Revolucionária do Irã. Soleimani era considerado a principal figura de inteligência militar iraniana.

O general foi morto na última quinta-feira (2/1) em Bagdá, em um ataque aéreo ordenado pelo presidente americano Donald Trump. Segundo os Estados Unidos, a decisão foi tomada para retaliar supostas provocações que, segundo Washington, Teerã estaria promovendo no Oriente Médio. A ação levou a um aumento das tensões na região, gerando preocupações sobre uma possível escalada da violência.

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"Sempre há um risco aumentado ao participar de um esforço. Nossa equipe é muito bem treinada, mas, no momento, interrompemos as operações porque a segurança de nossa equipe é mais importante", explicou Kristina Swaan, porta-voz do Ministério da Defesa da Suécia. O país mantém 70 conselheiros militares no Iraque, onde atua, a convite das autoridades locais, desde agosto de 2015.

Assim como a Suécia, a Dinamarca também decidiu suspender o treinamento das forças iraquianas em razão do aumento das tensões na região. A decisão das autoridades dinamarquesas de defesa foi registrada no último sábado pela imprensa local.

Com presença militar no Iraque desde 2014, a Dinamarca tem participado da luta contra a organização jihadista Estado Islâmico. Mas, nos últimos anos, as atividades dinamarquesas giraram principalmente em torno do treinamento e aconselhamento do exército iraquiano.

Os dinamarqueses também se comprometeram a enviar em 2020 duas contribuições navais separadas para o Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, em 2020, como parte de uma missão liderada pela Europa. Hoje, cerca de 140 militares dinamarqueses estão no Iraque. A primeira-ministra Mette Frederiksen ainda não tomou uma decisão sobre seu futuro após o ataque de drone que matou Soleimani.

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