Início Meio Ambiente e Sustentabilidade Revolução silenciosa: balsas elétricas agora fazem a ligação entre Suécia e Dinamarca

Revolução silenciosa: balsas elétricas agora fazem a ligação entre Suécia e Dinamarca

Uma revolução silenciosa ocorreu no Estreito de Oresund, entre a Suécia e a Dinamarca, onde duas das maiores balsas movidas a bateria do mundo agora atravessam as águas sem usar combustíveis fósseis. Construídas em 1991, as balsas Tycho Brahe e Aurora foram convertidas para baterias elétricas e são hoje as duas maiores do mundo a percorrer uma rota de grande movimento sem despejar poluentes na atmosfera.

Operadas pela empresa sueca ForSea, elas têm mais de 100 metros de comprimento e fazem a movimentada travessia de 4 quilômetros entre Helsingborg, na Suécia, e Helsingor, na Dinamarca. Por ano, percorrem essa rota mais de 7 milhões de passageiros e quase 2 milhões de veículos por ano, em travessias que são feitas a cada 15 minutos. 

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A conversão das duas embarcações, antes movidas a diesel, para uso de motores elétricos envolveu a instalação de 4,16 megawatts de capacidade de baterias em cada balsa e a montagem da infraestrutura em terra. Usando robótica industrial e comunicações sem fio para acelerar os tempos de conexão, o carregamento das baterias leva menos de seis minutos na Dinamarca e nove minutos na Suécia. 

Depois de convertidas, as balsas entraram em operação em novembro passado. “Toda a energia vem do vento ou da água, então elas são totalmente verdes”, disse à agência Reuters Christian Andersson, engenheiro-chefe sênior da ForSea. “Fizemos essa transformação em cerca de oito semanas.” 

A ABB foi a responsável pelas estações de recarga automatizadas instaladas em terra. "Este é um projeto marcante, e estamos convencidos de que ele será visto como um passo-chave tanto na revolução ambiental dos navios quanto na implementação da estratégia "elétrica, digital e conectada" da ABB para a área de transportes", disse ao site Diesel & Gas Turbine Worldwide Marcus Högblom, da ABB Marine & Ports.

Segundo a ForSea, com a conversão, as duas balsas deixaram de lançar na atmosfera 28 mil toneladas de dióxido de carbono por ano. 

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