Início Inovação Rede sueca Ikea agora quer "comprar o tempo" de consumidores

Rede sueca Ikea agora quer “comprar o tempo” de consumidores

Ao oferecer compensação financeira para quem se desloca até uma de suas novas lojas, a varejista de móveis transformou o clichê "tempo é dinheiro" em inovação

A soma de inovação e forte preocupação com a sustentabilidade – além do elogiado design de seus móveis – ajudou a transformar a Ikea em uma das marcas mais valiosas do mundo. A rede sueca, que já participa até de um projeto com a Nasa para decorar casas extraterrestres, acaba de lançar mais uma de suas ideias inusitadas, que têm construído sua reputação: ela quer “comprar o tempo” das pessoas.

O projeto faz parte do lançamento da segunda loja da empresa na região metropolitana de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A Ikea costuma instalar suas megalojas em pontos afastados das áreas mais movimentadas das cidades. Como a segunda unidade de Dubai, que fica a uma hora da região central, exige até deslocamento por uma área de deserto, a companhia decidiu atrair os consumidores com a oferta de converter o tempo de viagem em valores em dinheiro.

Funciona assim: com base no salário médio dos trabalhadores de Dubai, de 104 dirham (em torno de R$ 125) por hora, a Ikea estimou quanto “vale” o tempo das pessoas na cidade. Definido o montante, é preciso saber quanto tempo o consumidor levou para se deslocar de sua casa até a loja. Esse cálculo é feito no caixa, pelo atendente, que verifica o registro armazenado no Google Maps (é preciso, assim, ter o aplicativo instalado no smartphone).

Na iniciativa, qualquer deslocamento vale dinheiro

Tanto faz se o consumidor levou dois minutos ou duas horas para chegar à loja. Em um exemplo prático, um deslocamento 49 minutos equivale ao preço de uma Lack, mesa de café do portfólio da varejista sueca. Cinco minutos também têm seu equivalente em produtos: com esse tempo, compra-se um cachorro quente vegetariano na lanchonete da unidade.

Seria essa uma forma disfarçada de capturar os dados dos consumidores? Na verdade, ao menos na participação da Ikea, não parece haver “pegadinha” na iniciativa. O funcionário da loja não baixa as informações do smartphone do consumidor quando este passa pelo caixa. Em vez disso, o atendente apenas checa o aplicativo, vê qual foi o tempo de viagem até o local, faz um cálculo simples com base no “valor da hora” em Dubai, de 104 dirham, e diz quanto a pessoa poderá converter em produto.

A rede não informou se a iniciativa lançada em Dubai será levada para unidades de outras cidades e países. Seja como for, a ideia da Ikea já transformou tempo em dinheiro. Ou em mesa de café. Ou, talvez, em cachorro quente.

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