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Quem pode se beneficiar da disputa entre EUA e Huawei? A finlandesa Nokia

Os embargos dos Estados Unidos contra as tecnologias da Huawei, que culminaram com a decisão do Google de proibir que a companhia chinesa use o sistema operacional Android em seus smartphones, são prejudiciais para o mercado global da gigante americana de tecnologia. Mas há quem tire proveito da situação – e a Nokia é uma delas, segundo avalia o próprio CEO da companhia finlandesa, Rajeev Suri.

Segundo o executivo, a empresa pode se beneficiar da repressão do governo americano contra a rival chinesa no momento em que esquenta a corrida para a implantação dos serviços 5G. A Huawei, alvo de acusações de espionagem, pode sair prejudicada pelo conflito com os EUA, e isso cria uma oportunidade porque a companhia é uma das principais fornecedoras de infraestrutura 5G do mundo.

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"Talvez haja oportunidades a longo prazo, mas mais do que isso é difícil dizer neste momento", disse Suri a investidores na reunião anual de acionistas da empresa finlandesa sobre os possíveis efeitos dos problemas regulatórios que a Huawei enfrenta. Os acionistas esperam que a parceira sueca da Nokia, a Ericsson, também se beneficie desse cenário.

Considerado lenta por muitos analistas, o ritmo de trabalho da Nokia em infraestrutura 5G tem causado prejuízos para a empresa. A companhia revelou no mês passado uma grande perda no primeiro trimestre por não fornecer equipamentos de telecomunicações de quinta geração a tempo de se equilibrar com os esforços de outras companhias, como Huawei, Apple e Samsung.

Suri reconheceu que a empresa está caminhando de forma lenta na implementação do 5G. Ele citou a fusão com a Alcatel-Lucent, companhia francesa de telecomunicações comprada pela Nokia em 2015, como um dos motivos do atraso. "No 5G, nosso atraso fica entre algumas semanas e um par de meses", disse.

Em contrapartida, o executivo informou na reunião que a Nokia ganhou mais contratos comerciais para o desenvolvimento de produtos 5G desde que divulgou os resultados financeiros do primeiro trimestre, no fim de abril. Com isso, a companhia totaliza 37 negócios focados na rede de quinta geração. “Vinte [dos contratos] com clientes de renome, incluindo T-Mobile, AT&T, STC e Telia, e mais da metade inclui elementos de portfólio mais amplos que nossos concorrentes não conseguem igualar”, acrescentou.

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