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Voo inaugural do Gripen marca avanço da parceria entre Brasil e Suécia, que pode crescer no futuro

Nessa sexta-feira, 23 de outubro, foi ao ar em Brasília o novo Gripen, das Forças Aéreas Brasileiras (FAB) em pleno Dia do Aviador. Porém, além de significar a maior parceria já feita entre Brasil e Suécia, o voo inaugural do primeiro dos 36 caças do acordo indica que o intercâmbio entre as duas nações pode evoluir, tendo a tecnologia como pano de fundo.

Escolhido em 2013 em uma licitação internacional, o avião da Saab significará um novo patamar para a aviação brasileira, com a transferência da tecnologia sueca. A expectativa é que 15 das 36 aeronaves sejam fabricadas na fábrica da Embraer em Gavião Peixoto (SP). Todo o acordo, fechado em 2014, equivale a 39,3 bilhões de coroas suecas, ou cerca de R$ 25 bilhões na cotação atual.

Segundo reportagem da “Folha de S. Paulo”, ou suecos da Saab afirmam que as autoridades brasileiras estão auxiliando a empresa para vender os caças Gripen à Colômbia e que o voo inaugural também ajuda a companhia que disputa licitações de caças no Canadá e na Finlândia.

Autoridades brasileiras não escondem que o acordo pode evoluir para parcerias em aviação civil, onde a Embraer é um forte competidor global, porém agora sem um aliado estratégico depois que foi desfeita sua compra pela Boeing. Do lado sueco, as oportunidades são vistas em áreas como tecnologia, cidades inteligentes e mineração sustentável. Ou seja, mais que a conclusão da maior parceria entre os dois países, o voo desta sexta-feira pode ser o início de relações ainda mais próximas entre as duas nações.

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