Coronavírus faz empresa aérea SAS voltar ao Brasil após 30 anos

Avião da companhia repatriou cidadãos nórdicos que estavam no país e não conseguiram retornar para casa em virtude da pandemia

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Volta ao lar: a SAS cumpriu a missão com um Airbus A350-900, um dos aviões mais novos de sua frota (Foto: Rio Galeão / divulgação)

A covid-19 fez reaparecer nos céus do Brasil um voo da SAS, o que não ocorria havia quase 30 anos. Uma aeronave da maior empresa aérea da Escandinávia aterrissou no país para repatriar cidadãos nórdicos que não conseguiram voltar para casa por causa da crise do coronavírus. O voo partiu do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, na última quinta-feira (9/4).

Coordenado pela Embaixada da Noruega em Brasília após tratativas entre o Ministério de Relações Exteriores norueguês e a SAS, o voo levou de volta para suas casas cidadãos nórdicos e também estrangeiros com residência fixa na região. A crise do coronavírus interrompeu quase por completo as operações internacionais de companhias aéreas de todo o mundo.

Para a missão, a SAS enviou um dos aviões mais novos de sua frota. Entregue à companhia no dia 7 de fevereiro, o Airbus A350-900 saiu de Copenhague, na Dinamarca, e aterrissou primeiro em Natal. Na capital potiguar, embarcaram cerca de 150 pessoas, a maioria turistas nórdicos que estavam em visita ao Nordeste brasileiro. Depois, a aeronave deslocou-se para o Rio para buscar os demais passageiros. O voo de retorno partiu do Galeão em direção a Oslo, na Noruega. A última parada foi na capital dinamarquesa.

Décadas de relação com o Brasil

Criada em 1946, a SAS teve um voo regular para o Brasil por cerca de quatro décadas; a ligação o Rio de Janeiro e Copenhague foi criada pouco depois da fundação da companhia. Inicialmente, uma aeronave DC-4 Skymaster fazia o trajeto, com paradas em Lisboa, Dacar e Natal. Outras aeronaves assumiram a tarefa ao longo dos anos.

Em 1990, a empresa chegou a operar a inédita rota Copenhague-Guarulhos, segundo relembrou o site Aeroin. A ligação Escandinávia-Brasil existiu até 1991, quando a empresa, uma das fundadoras da Star Alliance, uma aliança global de companhias aéreas, deixou de atuar (com voo próprio) no mercado brasileiro.

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