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Sociedade

Capitais escandinavas se destacam em ranking de "riqueza inclusiva"

segunda-feira, 25 de novembro de 2019
Capitais escandinavas se destacam em ranking de "riqueza inclusiva"

Três capitais escandinavas estão entre as cidades com os melhores índices de "prosperidade inclusiva" do mundo. Copenhague (Dinamarca), Helsinque (Finlândia) e Oslo (Noruega) ficaram na terceira, quinta e sétima posições do PICSA, estudo global que avalia inclusão econômica e social em grandes centros urbanos.

O indicador foi criado a partir de uma iniciativa conjunta entre o governo do País Basco - região autônoma localizada no norte da Espanha - e a consultoria australiana D&L Partners, responsável pela apuração dos dados. "As cidades geralmente são classificadas com base em dados como o PIB, que contam uma história incompleta. Esses comparativos ignoram os níveis de inclusão e igualdade desses locais", diz Bruno Lanvin, fundador e CEO da D&L, em artigo em que explica a origem da pesquisa.

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Copenhague destacou-se por causa de fatores como sua ampla oferta de acesso à internet, trunfo que permite altos índices de digitalização e oferta de serviços pioneiros na área de governo eletrônico. Mas o estudo não avaliou apenas informações financeiras ou sobre a infraestrutura. Em um exemplo dessa abordagem, a capital dinamarquesa apareceu com destaque por causa, também, de suas inúmeras festas de rua, que, ao reunirem a população, reforçam os laços entre a comunidade. Um desses eventos é o Distortion (foto), festival de música eletrônica que reúne até 100 mil pessoas nas ruas centrais da capital a cada verão.

Esses são fatores importantes para cidades que quiserem atrair talentos, diz Asier Alea Castaños, diretor de programas estratégicos do Conselho Regional da Biscaia, uma das províncias do País Basco. "As pessoas procuram bons lugares para morar e onde se sintam bem-vindas", afirma ele. "Uma cidade que nutre esse tipo de sociedade colherá os benefícios de sua imaginação criativa." 

Ao todo, o PICSA avaliou 113 cidades de todo o mundo, dando mais peso a fatores como a qualidade - e não apenas a velocidade - do crescimento econômico. Zurique (Suíça) e Viena (Áustria) ocuparam as duas primeiras posições, e Cairo (Egito) ficou em último. Três cidades brasileiras entraram no estudo. Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro apareceram em 91º, 94º e 106º lugares, respectivamente.

Clique aqui para ler a íntegra do estudo.

(Foto: Andreas Holm / Distortion)