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Meio Ambiente e Sustentabilidade

Finlândia quer sobretaxar uso de combustíveis fósseis em transportes

segunda-feira, 9 de setembro de 2019
Finlândia quer sobretaxar uso de combustíveis fósseis em transportes

Como parte de seus esforços para reduzir as emissões de poluentes causadores do aquecimento global, o governo da Finlândia vai apresentar um projeto que prevê o aumento de impostos para o uso de combustíveis fósseis nos transportes. A proposta deve ser formalizada ainda neste ano, segundo Riikka Yliluoma, assessora especial do Ministério do Meio Ambiente finlandês.

O plano não se limita à sobretaxa. Ele inclui ainda investimentos para aumentar a rede de pontos de recarga de veículos elétricos e a criação de novos subsídios para projetos de eficiência energética em edifícios residenciais. "A meta é finalizar as ações em estações de recarga de carros elétricos e aumentar os impostos sobre combustíveis fósseis no transporte ainda no outono (setembro-dezembro)", disse à agência Reuters a assessora especial, em mensagem por e-mail.

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A Finlândia estabeleceu a meta de neutralizar suas emissões de carbono até 2035 - e esse compromisso foi um dos primeiros anunciados pelo primeiro-ministro Antti Rinne depois que ele assumiu o posto, em junho. Na ocasião, o líder do Partido Social-Democrata, que encabeça a coalizão que saiu vitoriosa das eleições parlamentares realizadas em abril, disse que é hora de "investir no futuro".

No entanto, ainda que seja um dos líderes globais no ranking de transição energética, segundo o Fórum Econômico Mundial, o país ainda está aquém de seus vizinhos escandinavos em alguns quesitos. A adoção de veículos elétricos, que avança com rapidez na Noruega e na Suécia, talvez seja um dos exemplos mais evidentes: no fim de 2018, a frota finlandesa de carros elétricos era de apenas 2,4 mil unidades. Já entre os noruegueses, as vendas somaram mais de 46 mil apenas em 2018, graças a generosos incentivos fiscais.

A alíquota e o modelo tanto do imposto sobre os combustíveis quanto do subsídio à eficiência energética residencial serão incluídos nos cálculos do orçamento fiscal da Finlândia para 2020, segundo Outi Honkatukia, principal negociador de mudanças climáticas do país. As medidas fazem parte das discussões de um grupo de trabalho interministerial criado pelo governo. Esse grupo fará novos estudos para identificar as melhores medidas para alcançar a neutralidade do carbono até 2035.