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Sociedade

Mergulho na Islândia é um dos melhores passeios do mundo - e quem diz são os turistas

domingo, 4 de agosto de 2019
Mergulho na Islândia é um dos melhores passeios do mundo - e quem diz são os turistas

O mergulho em águas oceânicas costuma ser associado a lugares quentes, como o Caribe ou o Nordeste brasileiro, mas a atividade também existe em locais mais frios, como a Islândia. E, no país, uma atração em particular acaba de ser eleita um dos melhores passeios do mundo: mergulhar na fissura de Silfra, a apenas 45 minutos de Reykjavík, a capital islandesa, ficou em quarto lugar na categoria "Experiências", uma das que compõem a eleição feita anualmente pelo site TripAdvisor, especializado em turismo e viagens.

Nesta categoria da Travellers' Choice, eleição da qual participam turistas de todo o mundo, a votação é para escolher as melhores excursões e tours. Em outras palavras, os participantes votaram no conjunto formado pela atração em si e pelo nível dos passeios oferecidos no destino. As visitas guiadas aos museus do Vaticano, à Basílica de São Pedro e à Capela Sistina, por exemplo, ficaram em primeiro lugar.

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Silfra é um dos lugares mais frios do mundo em que há a prática do snorkel, na qual o mergulhador usa apenas uma máscara, nadadeiras e um tubo de cerca de 40 centímetros para respirar sob a água. Nas temporadas de visitação, a temperatura da água fica em torno de apenas 2°C. Os visitantes entram na água com roupas especiais, que cobrem tudo, exceto rosto e mãos. 

Mas, para além do frio, há muita beleza. As águas do local, que mesclam tons intensos de verde e azul, são tão claras que a visibilidade passa de 100 metros. Além disso, o local é o único do mundo em que é possível nadar, literalmente, entre dois continentes: Silfra é uma fenda que, ao longo de milhões de anos, formou-se com a lenta separação entre as placas tectônicas continentais da Europa e da América do Norte.

O local tem ainda peso histórico para os islandeses. A fenda faz parte do Parque Nacional de Þingvellir (ou Thingvellir), onde, a partir do ano de 930, clãs de vikings criaram, para suas assembleias anuais, aquele que hoje é reconhecido como o primeiro parlamento do mundo. Esse marco histórico fez o local ser apontado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Cultural da Humanidade.

Mergulhar em Silfra é uma experiência única, mas não espere chegar lá para fazer selfies com animais marinhos: a vegetação no local é escassa, e os peixes raramente nadam por ali. Mas isso não diminuiu o apelo da visita: afinal, em nenhum outro lugar do mundo se pode nadar entre dois continentes e, ao mesmo tempo, conhecer um marco da cultura viking e da própria democracia no planeta.