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Escandinávia e Brasil

Saiba como estudar de graça (ou quase) na Noruega, Finlândia e Suécia

terça-feira, 23 de julho de 2019
Saiba como estudar de graça (ou quase) na Noruega, Finlândia e Suécia

Canadá, Estados Unidos e Inglaterra são os principais destinos dos brasileiros que buscam cursos gratuitos ou com grandes subsídios, de acordo com a Associação Brasileira de Organizadores de Viagens Internacionais e Culturais (Belta). Os EUA estão em primeiro lugar, mas, muitas vezes, os estudantes esbarram no alto custo para permanência no país.

Mas há alternativas - e algumas delas, escandinavas. Noruega, Finlândia e Suécia estão entre os países que oferecem programas de intercâmbio com descontos que, em alguns casos, chegam a 100%. Um outro atrativo é que os cursos são em inglês, o que facilita a vida de quem não fala norueguês, finlandês ou sueco.

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Veja a seguir alguns dos programas oferecidos por universidades desses três países, segundo levantamento do portal Estudar Fora.

Noruega
De acordo com o site Study In Norway, universidades e faculdades estatais da Noruega, como a Universidade de Oslo (foto), via de regra não cobram mensalidade dos alunos, incluindo estudantes estrangeiros. Isso se aplica a todos os níveis, incluindo graduação, mestrado e doutorado. No entanto, os estudantes devem contribuir com uma taxa de 300 a 600 coroas norueguesas (cerca de R$ 133 a R$ 266) por semestre.

Ainda assim, algumas instituições públicas da Noruega podem cobrar mensalidade para alunos matriculados em alguns programas específicos, em geral no nível de mestrado. E a maioria das instituições privadas cobra pelo ensino em todos os programas. Mesmo nesse caso, elas costumam ser menores do que em outros países para cursos do mesmo nível, e as taxas para alunos estrangeiros não são maiores do que para noruegueses.

Na comparação com os EUA, há uma desvantagem: o custo de vida na Noruega é mais alto. Os estudantes podem esperar gastar de 90 mil a 100 mil coroas norueguesas (R$ 40 mil a 44 mil) por ano com alimentação, acomodação e transporte, segundo o Estudar Fora. Uma lista completa de universidades norueguesas pode ser vista neste link.

Finlândia
A Finlândia é uma das nações com melhor qualidade de ensino e de vida do mundo - e, segundo o site Study in Finland, alunos de cursos de PhD não pagam mensalidade. O mais comum é que eles recebam salário ou bolsas de estudo enquanto atuam como pesquisadores.

Para cursos de mestrado e graduação, porém, tanto as instituições públicas quanto as privadas cobram mensalidade desde o segundo semestre de 2017, embora, em alguns casos, seja possível ficar isento dessas taxas. E, mesmo que você precise pagar, há instituições do país em que é possível obter bolsas, que precisam ser verificadas em cada universidade. Veja neste link a lista de universidades finlandesas.

O aluno, claro, precisará arcar com seus gastos pessoais, que, segundo o site, ficam entre € 700 e € 900 (R$ 3 mil a R$ 3,9 mil) por mês. O bom é que o país permite que universitários não-europeus trabalhem 25 horas por semana durante o período letivo. O site da embaixada da Finlândia no Brasil oferece também diversas informações em português para quem pretende estudar lá.

Suécia
Assim como na Finlândia, os estudantes estrangeiros na Suécia não precisam pagar mensalidade para programas de doutorado. O mais comum, diz o Estudar Fora, é que eles recebam salário ou, ao menos, uma bolsa de estudos.

No entanto, no caso de programas de graduação ou mestrado, essas taxas podem ser cobradas. O site Study in Sweden mostra uma lista de universidades que oferecem bolsas de estudo para alunos estrangeiros. O custo de vida no país fica em torno de 8.370 coroas suécas (ou mais ou menos R$ 3.400), montante estimado para despesas com itens como alimentação, acomodação e transporte.