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Escandinávia e Brasil

Rainha de Mocidade Independente e Vai-Vai é coroada também em Carnaval de Estocolmo

sábado, 23 de março de 2019
Rainha de Mocidade Independente e Vai-Vai é coroada também em Carnaval de Estocolmo

Rainha de Bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel, no Rio de Janeiro, e também da escola de samba Vai-Vai, de São Paulo, a paulistana Camila Silva foi consagrada no último fim de semana como a rainha do Carnaval da Suécia. Camila foi a estrela de um tradicional baile de Carnaval sueco, que há 26 anos é realizado em Estocolmo no mês de março.

“É a primeira vez na Suécia, eu estou muito feliz. Quando eu recebi esse convite para ser Rainha do Carnaval da Suécia, eu fiquei encantada. Eu quero muito que as pessoas entendam que a nossa maior festa popular é feita por pessoas humildes, que lutam muito para preparar esse desfile do carnaval, que é encantador para todos nós“, disse Camila Silva em entrevista à RFI.

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O Carnaval de Estocolmo, que segundo os organizadores é o maior baile de carnaval do norte da Europa, reúne todos os anos quase 2 mil foliões. O baile é realizado em um espaço fechado, com quatro pistas de dança e cerca de 120 artistas que se revezam no palco. O fundador do Carnaval da Suécia é o sueco Johan von Friedrichs, que já foi casado com uma brasileira, a cantora Dalila.

“A ideia de convidar Camila Silva para o Carnaval de Estocolmo de 2019 nasceu via conhecimentos e contatos que temos no mundo do samba no Rio de Janeiro e também em São Paulo”, disse Friedrichs à RFI. “Por meio de uma amiga nossa, Viviane Gonçalves Tejding, que conhece bem a Camila, conseguimos convidá-la para nosso evento aqui na Suécia. Camila adorou, e topou. E para nós, é uma grande honra ter uma personalidade, uma celebridade como Camila Silva aqui no nosso grande evento.”

Johan von Friedrichs é também o criador do Bar Brasil – que não é exatamente um bar, como ele diz, e sim um “clube móvel” que desde 1993 promove festas e eventos brasileiros em diferentes espaços culturais de Estocolmo.

Camila, de 32 anos, estava em sua primeira passagem pela Suécia, mas ela diz que ja pensa em voltar: a ideia é comandar uma série de workshops para ensinar aos europeus a arte do samba no pé.