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Sociedade

Em novo ranking, Islândia aparece mais uma vez como o país mais seguro do mundo

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
Em novo ranking, Islândia aparece mais uma vez como o país mais seguro do mundo

A Islândia manteve a hegemonia e, mais uma vez, apareceu no topo do ranking dos países mais seguros do mundo. A nova lista, elaborada pela revista americana Global Finance, foi divulgada no fim de janeiro e traz os escandinavos com um destaque particular - a Finlândia no pódio, ocupando o terceiro lugar, além da Noruega, em sexto, e a Dinamarca, em nono. Embora não tenha aparecido entre os dez primeiros, a Suécia, em 13º, também ficou em boa colocação. Estão no ranking 123 dos 193 nações reconhecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU). 

Para definir a pontuação de cada país, o levantamento da publicação considera três itens principais: guerra e paz, taxas de criminalidade e desastres naturais. Foram considerados os dados apurados pelo Fórum Econômico Mundial e pelo Global Peace Index, levantamento feito pelo Institute for Economics and Peace - no qual a Islândia também aparece em primeiro.

O país não teria problema em manter a dianteira, já que seus índices de criminalidades têm se mantido em níveis baixíssimos. Na verdade, o que tira pontos dos islandeses são os fenômenos naturais: lá, além de a incidência de terremotos ser elevada (são até 500 por semana), há muitos vulcões ativos.

A Islândia não tem militares, e o crime violento é tão incomum aqui que os policiais não precisam carregar armas de fogo, como regsitra o site Guide to Iceland Now. Houve apenas 36 assassinatos desde o ano 2000. Para efeito de comparação, no Brasil, que ficou em 84º lugar no ranking da Global Finance, isso equivale, em média, ao número de assassinatos registrado a cada seis horas, segundo o Atlas da Violência 2018, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Para uma população de menos de 400 mil pessoas, o número de armas de fogo é relativamente alto - são quase 90 mil. Ainda assim, a violência armada é praticamente nenhuma; a última morte relacionada a armas foi registrada em 2007. Isso ocorre porque armas automáticas e revólveres são ilegais, o que significa que a maioria das armas é usada para tiro ao alvo ou caça.

Para alguns pesquisadores, outra razão para o índice de homicídios e crimes violentos ser incrivelmente baixo no país é a falta de uma divisão de classes. Isso permite à maioria dos islandeses acreditar que eles podem ter as mesmas oportunidades que seus colegas, o que torna menos provável que as pessoas se sintam marginalizadas.

Um estudo recente da Universidade de Missouri sobre a postura dos islandeses em relação a um sistema de classes descobriu que apenas 1,1% se identificava como de classe alta. Além disso, a Islândia não só tem um sistema de bem-estar social e educação universal como também uma atitude igualitária em relação à sociedade: os filhos de famílias incrivelmente abastadas frequentam as mesmas escolas que todos os outros.

Os islandeses não estão 100% livres de crimes, mas a maioria dos bandidos é rapidamente presa. Em 2015, por exemplo, dois homens roubaram um banco na capital do país, Reykjavík. Os assaltantes escaparam para um bairro próximo, onde um deles foi pego; o segundo entregou-se, e o dinheiro roubado foi recuperado no dia seguinte.

Clique aqui e conheça o ranking completo.

(Foto: Robert Lukeman)