Noruega pretende triplicar imposto sobre emissão de carbono até 2030

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O ministro do Meio Ambiente Sveinung Rotevatn: "Precisamos ter certeza de que vale a pena cortar as emissões de gases de efeito estufa", disse. (Foto: Divulgação do Ministério do Meio Ambiente da Noruega)

O governo da Noruega está detalhando planos para triplicar o imposto que incide sobre a emissão de dióxido de carbono (CO2) até 2030. A mudança, vista como essencial por Oslo para que o país atinja seus objetivos de sustentabilidade, afetam em cheio a indústria petroleira do país nórdico. A  nação pretende reduzir suas emissões de gases de efeito estufa entre 50 e 55% até 2030 em comparação com os níveis de 1990.

Hoje o imposto é de cerca de 800 coroas (aproximadamente R$ 500) por tonelada de CO2 emitida pela indústria petroleira e grandes poluidores, com companhias aéreas. A meta do governo é elevar esta taxa para o equivalente a R$ 1.500 por tonelada em nove anos. A Noruega é o maior produtor de petróleo da Europa Ocidental.

O ministro do Meio Ambiente Sveinung Rotevatn afirmou, ao apresentar o plano, que o objetivo é realmente indicar punição pelo uso de combustíveis fósseis. “Precisamos ter certeza de que vale a pena cortar as emissões de gases de efeito estufa”, disse ele em entrevista coletiva. O governo também prometeu apresentar, ainda neste ano, um plano para que as empresas petroleiras reduzem suas emissões em 50% até 2030.

Uma das possibilidades previstas pelos especialistas é fazer o país desenvolver a energia eólica flutuante offshore, captura e armazenamento de carbono e hidrogênio, mas faltam muitos detalhes sobre essas tecnologias. “Um princípio fundamental do Acordo de Paris é que a responsabilidade pelas emissões reside onde elas ocorrem. A Noruega é responsável pelas emissões da produção ”, disse  a primeira ministra norueguesa, Erna Solberg. 

Entretanto a principal indústria norueguesa fez críticas ao plano: “Isso será caro, aumentará o custo da plataforma continental norueguesa e poderá enfraquecer a competitividade norueguesa”, disse Anniken Hauglie, chefe da Associação Norueguesa de Petróleo e Gás (NOG), representando empresas como a Equinor, segundo a agência pública norueguesa de notícia NRK.

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