Noruega revela plano para adotar aviões elétricos já em 2030

Aeronaves terão 19 assentos e farão rotas curtas; segundo o projeto, em 2040, as emissões de poluentes devem cair 80% em relação aos níveis atuais

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avião elétrico heart aerospace
Para o alto: a startup sueca Heart Aerospace está desenvolvendo um avião elétrico de 19 lugares, que se encaixaria no plano dos noruegueses

Na próxima década, avião elétrico começará a se tornar a regra nos céus noruegueses, segundo um plano que acaba de ser revelado pelo país. Os modelos passarão a voar em rotas comerciais em 2030 e, a partir de 2040, responderão por todos os voos domésticos. Com isso, o país, que já é o mais avançado do mundo na adoção de carros elétricos, quer dar um passo semelhante em seu mercado de aviação civil.

O plano foi elaborado em conjunto pela empresa estatal Avinor, de administração de aeroportos, e pela Agência de Aviação Civil, sob encomenda do Ministério dos Transportes e Comunicações. Ele faz parte dos esforços do país para reduzir a emissão de poluentes causadores do aquecimento global, compromisso assumido quando a Noruega e outros 194 países assinaram o Acordo de Paris, em 2015.

“Para alcançarmos os objetivos climáticos com os quais a Noruega se comprometeu no Acordo de Paris, nosso setor aéreo precisa ter sucesso. A aviação tem que fazer parte da solução climática, e não do problema”, disse Lars Kobberstad, diretor da Agência de Aviação Civil norueguesa. A estimativa do plano é que, em 2040, as emissões de poluentes pelo setor aéreo norueguês cairiam 80% em relação ao volume esperado para 2020.

Margem de segurança

Segundo o documento, os aviões elétricos terão 19 assentos e serão utilizados para voos curtos. A atual geração de baterias daria às aeronaves autonomia para distâncias entre 350 e 400 quilômetros, ainda que a capacidade chegue a 500km. A diferença é uma margem de segurança, necessária devido às condições climáticas na Noruega, muitas vezes adversas no inverno.

Esse alcance parece limitado, mas, na verdade, ele não seria um problema, já que o plano considera apenas voos domésticos. Em um exemplo das possibilidades que podem ser exploradas, o estudo mostrou que, apenas em um raio de 350km do território norueguês que fica dentro do Círculo Polar Ártico, há 16 aeroportos que poderiam ser destino dessas aeronaves.

O plano dos noruegueses não é apenas uma teoria – e uma das evidências é a menção a aeronaves que estão em testes e poderiam integrar esses esforços. Uma das opções, a propósito, é escandinava. O modelo ES-19 (foto), da startup sueca Heart Aerospace, terá 19 lugares e poderá entrar em operação já em 2025, segundo a empresa.

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