Noruega é o país que menos usa dinheiro no mundo, mas teme criptomoedas

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Pagamentos por meio de cartões e carteiras digitais são recorde na Noruega. (Foto: Unsplash by neonbrand)

O futuro sem dinheiro – em papel ou moeda – parece cada vez mais próximo da Noruega. O país lidera a lista entre as nações que menos utilizam meios físicos de pagamento. Segundo o Banco Centra Norueguês (Norges Bank), em 2020, apenas 4% dos pagamentos foram realizados com dinheiro.

A instituição financeira norueguesa afirma que a imensa maioria dos pagamentos efetivados ano passado no país foi feita por meio de cartões (de crédito e débito) sem contato físico ou com uso de carteiras digitais. Neste cenário, o próximo passo seria migrar para as criptomoedas, como o bitcoin, correto? Não para o governo norueguês.

Divisas como o bitcoin não devem ser incentivadas no país, afirmou à Bloomberg, Oystein Olsen, presidente do Norges Bank. Em sua visão, as criptomoedas são “muito intensivas em recursos, muito caras e, o mais importante, não preservam a estabilidade ”.

Os defensores do bitcoin afirmam que a criptomoeda funciona como uma proteção à inflação e ao dólar americano, em um momento em que os Estados Unidos passam por endividamento recorde por causa dos gastos com a pandemia. Há quem acredite que a divisa virtual será a moeda reserva do mundo em algum momento no futuro, mas não é o que pensam as autoridades do país nórdico.

“A propriedade e a tarefa básicas de um banco central e de sua moeda é fornecer estabilidade no valor do dinheiro e no sistema, e isso não é feito pelo bitcoin”, disse Olsen

Entretanto, devido ao crescente interesse por criptomoedas no país, o Norges bank estuda a criação de uma moeda digital própria do país. Esta nova divisa, que começou a ser debatida em novembro, seria diferente de uma criptomoeda, como bitcoin, em muitos aspectos, mas o principal é que ela seria emitida e garantida pelo banco central de um país para complementar o dinheiro físico, em vez de substituí-lo inteiramente, e oferecer uma alternativa mais estável. “A falta de urgência reflete nossa visão até agora de que não há necessidade aguda de introduzir esta nova moeda”, disse o presidente da instituição.

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