Noruega e Dinamarca têm movimentos pelo boicote à Copa de 2022, no Catar

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Segundo levantamento da imprensa inglesa, a construção de estádios, como o Al Janoub Stadium, geraram a morte de 6.500 trabalhadores, a maior parte deles imigrantes. (Foto: Fifa)

Apesar de ainda nem estar classificada para a Copa do Mundo de 2022, a ser realizada no Catar, a seleção de futebol da Noruega pode declarar o boicote à competição antes mesmo do fim das eliminatórias da competição. Isso porque os clubes do países nórdico defendem o abandono do campeonato devido ao desrespeito aos direitos humanos e dos trabalhadores, além do alto número de mortes em obras da Copa: 6500 óbitos em onze anos, segundo o levantamento realizado pelo jornal britânico The Guardian. 

 A pressão no país só aumenta e no próximo dia 14 de março, data em que haverá uma reunião da Federação Norueguesa de Futebol, os clubes do país devem apresentar suas manifestações em defesa da retirada da seleção do país da competição. Um dos apoio mais recentes a esse movimento é o da Rosenborg BK, uma das principais equipes da Noruega, que se junta  aos demais clubes do país que pregam essa mudança de postura. No entanto, uma definição quanto a isso só deve vir no próximo ano em assembleia geral da federação. 

A seleção norueguesa deve começar sua campanha de qualificação em 24 de março, com uma viagem a Gibraltar, em uma tentativa de chegar à Copa do Mundo pela primeira vez desde 1998. Jogadores, ex-jogadores e representantes de clubes noruegueses alegam que a competição está manchada pela corrupção, desrespeitos aos direitos humanos e dos trabalhadores.

Além dos movimentos pelo boicote à Copa de 2022 pela Noruega, a vizinha Dinamarca lançou uma petição pela retirada da seleção dinamarquesa da mesma competição. Os dinamarqueses protestam devido às condições precárias de direitos humanos no país e às alegações de corrupção da FIFA, de acordo com o The Independent. Caso a petição obtenha 50 mil assinaturas até 8 de junho, um potencial boicote será discutido no Parlamento dinamarquês.

A Amnistia Internacional também criticou o Catar por “deixar milhares de trabalhadores à mercê de empregadores sem escrúpulos”. Por outro lado, o Catar quer que o evento seja um símbolo de sua potência econômica e pode ser o primeiro grande evento global com público após a pandemia. 

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