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No centenário de sua independência, Finlândia presenteia o mundo com ‘biblioteca do futuro’

A Finlândia, o país que tem o melhor sistema de educação do planeta, vai presentar o mundo neste dia 5 de dezembro com uma biblioteca que só pode ser descrita como “do futuro”. A inauguração será o ato final dos 365 dias de celebrações pelo centenário de independência do país – no dia 6 de dezembro, os finlandeses comemoram o 101º aniversário da soberania em relação à Rússia.

Ao contrário do prédio do Parlamento finlandês – que fica logo em frente, no centro de Helsinque –, com feições em granito, austero e imponente, a Oodi (ou “Ode”), como foi batizada, é uma estrutura enorme e fluida de madeira e vidro. Esse formato ao mesmo tempo sinuoso e acolhedor parece atrair os visitantes para dentro de abraço caloroso.

 

“A Oodi é uma tradução nova, moderna do que significa ser uma biblioteca”, disse à agência AFP Tommi Laitio, diretor executivo de cultura e lazer de Helsinque. “Essa é uma casa de literatura, mas também de tecnologia, música, cinema, é uma casa da União Europeia. Tudo isso junto traduz uma ideia de esperança e progresso.”

A nova biblioteca de Helsinque recebeu investimento de 98 milhões de euros (ou R$ 425 milhões, segundo a cotação atual), em um projeto iniciado oficialmente em 2013, mas que começou a ser pensado duas décadas atrás. Sua estrutura inclui café, restaurante, varanda pública, cinema, estúdios de gravação audiovisual e uma “oficina urbana”, que conta com impressoras 3D e máquinas de costura, além de um acervo de 100 mil livros disponíveis para empréstimo. O uso da estrutura é gratuito.

“Acho que a Finlândia não poderia ter dado um presente melhor ao povo”, disse o vice-prefeito de Helsinque, Nasima Razmyar, ao jornal britânico The Guardian no início deste ano. “Ela simboliza a importância da aprendizagem e da educação, que foram fatores fundamentais para o desenvolvimento e sucesso do país.”

Na Finlândia, que tem um dos maiores índices de alfabetização do mundo, as bibliotecas são um espaço público bastante utilizado pela população. O país é um dos poucos a ter uma Lei da Biblioteca, que inclui disposições legais que estabelecem não apenas a gratuidade das bibliotecas, mas também itens como o número de funcionários que esses espaços precisam ter, a depender do tamanho da população que eles atendem.

Os 5,5 milhões de habitantes do país pegam emprestados 68 milhões de livros por ano. A previsão é que a Oodi receberá 2,5 milhões de visitantes anualmente.

Para saber mais sobre ela, visite o site da biblioteca.

Foto: uma das salas da Oodi

Crédito: AFP

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