Na pandemia, Lego cresce como opção para pais e filhos e busca virada ambiental

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venda direta ao consumidor da empresa cresceu 21% no ano passado (Foto: Lego)

A pandemia foi um desafio para empresas de diversos setores e segmentos, mas algumas conseguiram estreitar laços com os consumidores em um momento de crise e isso começa a se refletir em seus números. Este é o caso da dinamarquesa Lego, que apresentou ganhos únicos em 2020, com aumento de vendas direta ao consumidor subindo 21%. 

Os números mostram que brincar com os blocos de plásticos coloridos foi uma forma de pais entreterem filhos confinados, além de um hobby interessante em tempos difíceis. A empresa familiar aumentou suas vendas totais em 13% no ano passado, para US$ 7,1 bilhão, mesmo em um cenário em que a maior parte de suas lojas esteve fechada por causa da pandemia. O lucro da empresa cresceu 16%, para US$ 1,6 bilhão.

A empresa reconheceu ainda que, em 2020, seus blocos foram importantes no processo de aprendizagem de muitas crianças que ficaram limitadas de irem às escolas. “Os desafios que esta geração de crianças enfrenta são urgentes e complexos e devem ser enfrentados por meio de um esforço coletivo de empresas, governos e especialistas. Estamos ansiosos para unir forças com crianças, pais, colegas e parceiros para ajudar a moldar um futuro brilhante para as gerações vindouras”, afirmou na divulgação dos resultados Niels B Christiansen, CEO da Lego.

Pensando em ampliar a atuação lúdica de seus brinquedos, a empresa anunciou, nesta semana, seu novo sistema de desenvolvimento profissional abrangente para educadores no chamado STEAM, sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática. “Estamos entusiasmados em oferecer uma nova plataforma para apoiar o desenvolvimento profissional dos professores e equipá-los com estratégias e habilidades para tornar o aprendizado do STEAM divertido. Quando os professores estão realmente confiantes na aprendizagem prática lúdica, eles oferecem experiências de aprendizagem mais motivadoras, envolventes e alegres. Combine professores e alunos confiantes e a sala de aula se torna um lugar de possibilidades infinitas, limitadas apenas por sua imaginação e criatividade”, afirmou Esben Stærk, presidente da LEGO Education.

Porém nem tudo são flores para a empresa baseada em uma das nações mais ambientalmente responsáveis do planeta. Cresce na Dinamarca e em mercados nórdicos a pressão para que a empresa se reinvente, pois a base de seu negócio são os brinquedos de plástico, material poluente. Para isso, a empresa anunciou que em 2022 todas as suas fábricas serão neutras em carbono e que 100% de seus produtos serão sustentáveis até 2030, com grande parte do plástico vindo de reciclagem. E promete mais brinquedos com a temática ambiental, para auxiliar na conscientização de seus consumidores, de todas as idades.

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