Medo da sexta-feira 13? Talvez a culpa seja da mitologia nórdica

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Se você acha que hoje, sexta-feira 13, todo cuidado é pouco para evitar o azar, a culpa por esse receio pode ser de Loki e Frigga. Essas divindades, que integram a mitologia nórdica – conjunto de lendas pré-cristãs dos povos da Escandinávia que viveram seu auge durante a Era Viking, entre os séculos VIII e XI -, fazem parte de duas das inúmeras teorias que tentam explicar por que, afinal, tanta gente associa a data a coisas negativas.

Segundo uma história da mitologia escandinava, 12 deuses estavam em um banquete em Valhalla, o paraíso, quando, sem ter sido convidado, Loki apareceu – e isso significa que, ao se juntar ao grupo, o deus da discórdia e do fogo passou a ser o 13º participante. Loki acabou criando um conflito que levou à morte do bondoso Balder, para tristeza geral. (Há supersticiosos que dizem que um encontro com 13 pessoas sempre termina em tragédia.)

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Na outra das teorias, Frigga, deusa da fertilidade, também teria relação com a nuvem negra que muita gente enxerga sobre a sexta-feira 13. Isso porque, para forçar a conversão dos bárbaros ao cristianismo, a Igreja Católica teria “demonizado” Frigga. Segundo a lenda, ela, o diabo e outras 11 bruxas (ao todo, 13 entidades, portanto) saíam toda sexta-feira para rogar pragas contra a humanidade.

Há quem, pelo sim, pelo não, se limite a ficar mais atento ao longo de cada sexta-feira 13 para evitar qualquer surpresa negativa, mas também há relatos cientiíficos sobre gente que tem um medo profundo e incontrolável da data. Pois foi da história sobre a deusa Frigga que surgiu a palavra que faz referência a esse pavor: frigatriscaidecafobia. Frigga é, a propósito, o termo que deu origem à palavra Friday – ou, em português, sexta-feira.

Mesmo com hipóteses que fazem referências a lendas tão antigas, não há, segundo muitos folcloristas, evidências de que a superstição com a data tenha existido antes do século XIX. O registro mais longevo está na biografia do compositor erudito italiano Gioachino Rossini, de 1869. Rossini, que considerava as sextas-feiras e o número 13 sinais de azar na vida, acabou comprovando sua crença ao morrer justamente em uma sexta-feira 13.

Seja qual for a teoria que mais se aproxima da verdade sobre a origem dessa superstição, o certo é que o ator Tom Hiddleston e a atriz Rene Russo (foto) não têm nada a ver com isso. Eles vivem Loki e Frigga, respectivamente, na franquia da Marvel nos cinemas – e isso, convenhamos, está muito longe de ser sinônimo de azar.

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