Início Meio Ambiente e Sustentabilidade Após coronavírus, Islândia liga alerta para vulcão e terremotos

Após coronavírus, Islândia liga alerta para vulcão e terremotos

Cientistas registram atividades crescentes no vulcão Grímsvötn, o mais ativo do país, e 3 mil tremores de terra em apenas três dias

A Islândia, país que já pode se considerar vitorioso no controle do coronavírus, agora enfrenta dois novos desafios: terremotos e ameaça de erupção de seu vulcão mais ativo. Nos últimos dias, o serviço meteorológico islandês registrou 3 mil de tremores de terra de diferentes magnitudes, segundo informe desta segunda-feira (22/6).

Um dos três terremotos de magnitude 5 (em uma escala que vai de 0 a 10) dos últimos dias chegou a ser sentido em Reykjavík; os registros ocorreram mesmo com capital islandesa estando a 265 quilômetros do epicentro dos tremores, na costa norte do país. Para além de alguns deslizamentos de terra e quedas de rochas, não houve relatos sobre danos graves ou pessoas feridas ​pelos tremores.

O serviço meteorológico afirma que, na maioria dos casos, sequências de terremotos como a dos últimos dias terminam sem maiores consequências. Isso não significa, no entanto, que os episódios serão todos necessariamente inofensivos, especialmente porque eles têm ocorrido sob o relato de atividades crescentes no vulcão mais ativo do país. Os cientistas registraram altos níveis de dióxido de enxofre no vulcão Grímsvötn, um sinal de que ele pode entrar em erupção em breve.

As autoridades islandesas também alertam para o risco de uma eventual erupção ser desencadeada por inundações ocorridas pelo derretimento do gelo. O vulcão fica a noroeste da geleira Vatnajökull, a mais extensa da Islândia – e de toda a Europa. “A possibilidade de uma erupção ser provocada por uma inundação glacial, que pode ocorrer nas próximas semanas ou meses, deve ser considerada”, diz o serviço meteorológico.

Risco adicional para o turismo

Em sua última erupção, em 2011, o Grímsvötn exigiu o fechamento do aeroporto de Keflavik, na capital, e o cancelamento de cerca de 900 voos na Europa. Caso o quadro se repita, será um baque a mais para a indústria do turismo. Fortemente afetado pela pandemia, só agora o setor começou a receber turistas estrangeiros novamente. Os primeiros desembarques ocorreram há pouco mais de uma semana, no dia 15 de junho.

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