Governo dinamarquês quer ampliar alimentação ecológica

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Uma nova forma de identificação de produtos está entre as propostas analisadas (Fonte: DR)

O governo da Dinamarca estuda formas de incentivar uma dieta mais ecológica aos seus cidadãos, a começar pelos restaurantes. Na semana em que o ministro do clima do país, Dan Jørgensen e o seu colega da Alimentação, Mogens Jensen, deram dicas de alimentação mais sustentável, porém em geral isso esbarra em questões culturais, difíceis de serem alteradas.

O governo dinamarquês fez uma pesquisa que apontou que 70% dos moradores do país acreditam que é preciso uma dieta mais ecológica. Porém, há uma visão no país que mudanças radicais, como deixar de comer carne em prol de vegetais, não é aceita. Para isso, o governo tem dito que, ao invés de comer um bife inteiro, o ideal seria cortá-lo em pedaços e colocá-lo em uma salada: uma transição mais suave para uma alimentação mais sustentável.

Assim, foram criadas 22 dias ecológicas. Além da carne na salada, há questões como escolher hambúrguer de frango ou peixe, e recuperar pratos tradicionais do país, como sopa de tomate. Esta lista de sugestões alimentares serão revistas em janeiro, junto com possíveis novas estratégias de convencimento da população. 

Entretanto alguns especialistas ouvidos pela DR, a rede pública de informações do país, acreditam que o país precisa ser mais ativo. Colocar informações sobre dietas ecológicas nos supermercados, na hora em que as pessoas vão comprar alimentos. Há ainda os que defendam uma mudança na rotulagem dos alimentos, para que fique clara a “pegada de carbono” de cada produto. Outros defendem que a comida sustentável não seja uma “opção” no cardápio, mas sim o menu padrão dos restaurantes. 

Uma nova vertente, que está em pesquisa nas universidades do país, é tornar o alimento sustentável mais saboroso, além da praticidade. Essa é, no fim das contas, o que faz as pessoas escolherem sua comida, além dos benefícios de saúde. Anna Haldrup é chefe de departamento do Departamento de Pesquisa de Alimentos da Universidade de Copenhagen, está na linha de frente desta ação:

“Não é bom que você tenha que juntar muitas plantas e molhar vários tipos diferentes de feijão, para obter os aminoácidos essenciais e as vitaminas de que você precisa. Devemos ter produtos fáceis de comprar, que contenham a nutrição de que você precisa e que tenham um gosto bom”, disse ela, que espera mais fundos para pesquisas nesta direção.

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