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Força de trabalho feminina: se o mundo copiasse a Suécia, economia global ganharia US$ 6 trilhões

O mundo poderia gerar uma riqueza adicional de trilhões de dólares se elevasse o número de vagas para as mulheres para o mesmo patamar visto na Suécia, onde 69% delas trabalham. A estimativa aparece em um estudo elaborado pela consultoria PwC e divulgado nesta semana, pouco antes do Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta sexta-feira (8/3).

O estudo levou em consideração os países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo formado por 33 economias desenvolvidas. Ao elevar para 69% o nível de emprego das mulheres em todos esses países, a injeção de riqueza em suas economias seria de US$ 6 trilhões, segundo registra a Thomson Reuters Foundation. Além disso, estima a PwC, outros US$ 2 trilhões seriam gerados ao equiparar os salários de homens e mulheres que desempenham as mesmas funções. 

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Em termos absolutos, os Estados Unidos teriam a maior injeção de dinheiro em suas economias se fizessem a equiparação com o padrão sueco, com um aumento de US$ 1,8 trilhão em seu produto interno bruto. Isso representaria um acréscimo de 9% no PIB do país, que foi de US$ 20,5 trilhões em 2018. Proporcionalmente, o maior ganho ocorreria na Grécia e no México. Em cada um desses países, o PIB cresceria 28% se o padrão sueco fosse adotado. O Brasil, que não integra a OCDE, não entrou nos comparativos.

China e Índia também não integram a organização, mas a PwC fez cálculos para ambos – e, no caso dos dois, a geração de riqueza seria ainda mais empressiva. Entre os chineses, a equiparação com o nível de emprego das mulheres visto na Suécia adicionaria US$ 2 trilhões a seu PIB. Na Índia, o salto seria de assombrosos US$ 7 trilhões, o que significaria multiplicar o PIB indiano por dois.

O uso da Suécia como referência nos comparativos reafirma o status dos países escandinavos como os mais avançados do mundo na busca pela igualdade de gêneros. Nos últimos dez anos, a Islândia tem mantido, de forma ininterrupta, a liderança no ranking dos melhores países para as mulheres viverem, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial. Em outro levantamento, do Banco Mundial, Dinamarca e Suécia apareceram entre os únicos seis países que têm direitos iguais para homens e mulheres. 

Clique aqui e conheça o estudo da PwC.

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