FMI destaca ações da Dinamarca frente à pandemia

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FMI destaca medidas adotadas pela Dinamarca. (Foto: Markus Winkler via Unsplash)

A Dinamarca entrou na pandemia com uma base econômica sólida e as autoridades do país souberam aproveitar a estabilidade política local para navegar com sucesso pela crise e preparar o terreno para uma forte recuperação do país. A conclusão faz parte de um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI), que destaca ainda o fato da nação escandinava ter atravessado esse período com uma retração de 3,3% em seu PIB em 2020, uma das menores da zona do Euro que fechou o ano passado com queda de 6,6% no PIB. Essa redução do PIB em 2020 é apontada como resultado do fraco consumo privado e a queda das exportações. No entanto, o FMI avalia que a resposta fiscal rápida e considerável amorteceu o impacto sobre a economia do país. Para 2021, a projeção é de expansão de 2,8% do PIB do país nórdico.

“A política fiscal continua a apoiar a recuperação e a dívida pública é sustentável. Medidas políticas sem precedentes apoiaram o mercado de trabalho; assim, o desemprego aumentou apenas ligeiramente. O superávit da conta corrente diminuiu, principalmente devido à deterioração das exportações de serviços. Um pacote abrangente de políticas financeiras – junto com medidas para apoiar famílias e empresas ajudou a mitigar os riscos de estabilidade financeira”, afirma o FMI em seu relatório sobre a Dinamarca. 

Mas o FMI observa que as vulnerabilidade do país atualmente decorrem, em parte, do crescimento dos preços de habitação. Além disso, a entidade afirma que as políticas devem dar suporte à recuperação, facilitando as transições verde e digital. Para o fundo, o momento exige proteção das classes mais mais vulneráveis e defende esses pontos como meios de ampliar a resiliência macrofinanceira.

Sob essa perspectiva, o FMI faz algumas sugestões para o governo da Dinamarca:

Política fiscal – Deve seguir flexível, dadas as perspectivas incertas, e fornecer uma ponte para a economia do futuro. Se a recuperação falhar, a Dinamarca deve empregar seu espaço fiscal substancial conforme necessário. Mercado de trabalho – Com a recuperação em andamento, as políticas devem passar a ser de “flexigurança” para facilitar a realocação eficiente de recursos. Masnutenção dos esforços para melhorar as perspectivas de emprego para os jovens, os pouco qualificados e os estrangeiros. 

Macrofinanceiro – Políticas direcionadas são necessárias para lidar com as vulnerabilidades devido à alta alavancagem das famílias em meio a aumentos rápidos dos preços da habitação, apoiando a extensão do crédito para facilitar a recuperação. Isso inclui apertar as ferramentas macroprudenciais em coordenação com o equilíbrio dos incentivos fiscais e a melhoria da oferta de moradias. 

Transformação verde – Uma estratégia que inclua maior precificação do carbono, reforçada por incentivos fiscais em diferentes setores, ajudaria a Dinamarca a atingir sua ambiciosa meta de emissões. Os incentivos para o investimento verde (Reforma Tributária Verde, Fase 1) e o aumento planejado do investimento público são bem-vindos. Mas, dadas as consideráveis ​​necessidades de investimentos relacionados ao clima da Dinamarca, mais precisa ser feito, incluindo a criação de mais incentivos para que o setor privado intensifique o investimento verde.

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