Finlândia vive “febre” de repatriação durante a pandemia

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Estudo aponta que 40% dos novos moradores de Helsinque este ano são finlandeses voltando ao país (Foto: Visitifinland.com)

A Finlândia, assim como a maioria dos países nórdicos, recebe muitos imigrantes e, ao mesmo tempo, envia para toda a Europa e mundo trabalhadores qualificados. Porém, neste ano, o país vive um fluxo recorde de cidadãos que estão retornando ao país de origem. O motivo? A pandemia do novo coronavírus.

De acordo com uma reportagem exibida na Yle, o serviço público de notícias da Finlândia, os finlandeses que retornam do exterior representam quase 40% dos novos residentes de Helsinque até agora neste ano, mostram os números do Statistics Finland. Entre janeiro e agosto, 2.554 pessoas se mudaram para Helsinque, 1.592 dos quais retornaram á cidade. No total, cerca de 19.300 pessoas mudaram-se para a Finlândia entre janeiro e agosto, com repatriados em torno de 6.500.

Para a reportagem, a pandemia é a principal motivação para este retorno. Muitos finlandeses voltaram para casa com as facilidades do home office, para assistir parentes mais idosos e para usufruir do sistema de saúde de seu país de origem.

O Serviço de Imigração Finlandês (Migri) disse à reportagem que a composição dos recém-chegados mudou à medida que o número de requerentes de asilo diminuiu drasticamente durante a crise do coronavírus. A capital também recebeu menos estudantes estrangeiros do que normalmente.

“Muitos retornados inicialmente mudam-se para uma cabana de família ou ficam com parentes. Aqueles que podem trabalhar remotamente podem então se mudar para Helsinque ou outras cidades maiores”, disse Timo Aro, um pesquisador populacional, à Yle.

O pesquisador acredita que o país precisa se preparar para esta onda de retorno, garantindo emprego ás pessoas. este movimento, em sua opinião, pode ajudar a frear a “fuga de cérebros” que o país atravessa desde 2010, com profissionais bem qu8alificados procurando oportunidades em outros países.

 

 

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