Finlândia vai ensinar inteligência artificial aos países da UE

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A Finlândia vai espalhar pela Europa um programa em que ensina fundamentos de inteligência artificial não a cientistas ou pesquisadores, mas a cidadãos comuns. A iniciativa, anunciada nesta terça-feira (10/12), ficará como um legado do país após sua passagem pela presidência rotativa da União Europeia, que termina neste mês.

Criado em 2018 no Departamento de Computação da Universidade de Helsinque e oferecido com o apoio da consultoria Reaktor, o programa finlandês surgiu a partir de uma ideia simples: ensinar a 1% da população (o equivalente a 55 mil pessoas) noções básicas sobre inteligência artificial. As lições são dadas em um curso on-line – e gratuito.

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Com a adesão de algumas das principais empresas privadas do país, a meta de atingir 1% dos finlandeses foi logo superada. Em um de seus passos de evolução, o curso foi traduzido para o sueco e levado ao país vizinho. Agora, com a expansão continental, o material ganhará versões em todas as línguas oficiais da União Europeia. Elas estarão disponíveis a partir de 2020.

“Nosso investimento tem três objetivos: equipar os cidadãos da UE com habilidades digitais para o futuro, aumentar a compreensão prática do que é inteligência artificial e, ao fazê-lo, dar um impulso à liderança digital da Europa”, disse o ministro do Emprego da Finlândia, Timo Harakka. “A mudança dos mercados de trabalho, a digitalização e a intensificação da concorrência global significam uma coisa para a União Europeia: precisamos investir nas pessoas."

Alêm de finlandês e sueco, o programa, batizado de Elements of AI, já tem versões em inglês e estoniano. Ele é o curso de maior sucesso já oferecido pela Universidade de Helsinque. O custo para apresentar a iniciativa nos idiomas dos demais países do bloco, de 1,7 milhão (ou o equivalente a R$ 7,6 milhões), será bancado pelo governo finlandês.

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