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Finlândia se prepara para aquecimento global: invernos mais curtos, mas com mais neve

Os críticos das mudanças climáticas, até muito pouco tempo chamadas de aquecimento global, apontavam invernos rigorosos, com muita neve no Hemisfério Norte, como uma “comprovação” de que as alterações planetárias criadas pelo homem eram falácia. Nada mais falso. Cientistas na Finlândia indicam justamente o contrário: invernos rigorosos e com muita neve seriam a comprovação do impacto do homem no meio ambiente.

Este inverno na Finlândia, que termina nos próximos dias, deixou isso claro: o frio e a neve foram mais intensos, mas concentrados em um período menor. De acordo com Kerttu Kotakorpi, especialista em meteorologia da agência pública do país, Yle, os invernos e os períodos de tempo com cobertura de neve estão se tornando mais curtos, enquanto a precipitação está aumentando.

Em seu novo livro, ele compara as condições climáticas de agora com os últimos 30 anos, de 1991 a 2020. Por esta análise, os  meses de fevereiro  e janeiro foram se tornando ligeiramente mais amenos do que o habitual, enquanto dezembro foi ficando  mais frio.

Neste ano, em algumas partes do sul, centro e leste do país, os meses de janeiro e fevereiro foram o mais úmidos já registrados. O recorde mensal de precipitação também foi quebrado em fevereiro, quando atingiu 134,8 milímetros em Virolahti, município mais ao sudeste do país.

A alternância de neve, granizo e chuva causou dores de cabeça para equipes de manutenção de estradas e motoristas – sem mencionar ciclistas e pedestres.

Por outro lado, na última década, o inverno, definido como o período em que a temperatura média diária permanece permanentemente abaixo de zero, diminuiu duas semanas no sudoeste da Finlândia. Ao mesmo tempo, o período de cobertura de neve foi reduzido em muitas partes do sul e centro do país por uma semana ou duas, ainda mais ao longo da costa.

O levantamento aponta ainda que a precipitação aumentou muito em uma década e quase um décimo nos últimos 30 anos.  O aumento foi maior de dezembro a fevereiro.  Dependendo da temperatura e de outros fatores, naturalmente, essa precipitação pode cair como neve ou chuva.

Essas condições também trazem problemas para os animais selvagens, criando crostas duras na superfície da neve que dificultam a localização de alimentos sob ela, observa Kotakorpi.

 

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