Finlândia quer exportar seu modelo educacional para o Peru

O sucesso finlandês no setor de ensino transformou seu modelo educacional em item de exportação; peruanos já manifestaram interesse

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Sala de aula em escola finlandesa: sólida formação dos professores é um dos pontos-chave do modelo educacional do país (Foto: Juha Metso)

O modelo educacional finlandês é amplamente reconhecido como um dos mais bem-sucedidos do mundo. O sucesso dos estudantes do país nos comparativos de aprendizado atrai a atenção internacional – e, agora, pode se transformar em sistema a ser adotado nas escolas de um vizinho brasileiro: o Peru.

A Finlândia está interessada em exportar seu modelo educacional para os peruanos, segundo Pekka Haavisto, ministro de Relações Exteriores da Finlândia, revelou em entrevista ao jornal Gestión. Haavisto reuniu-se na última semana com o ministro das Relações Exteriores do Peru, Néstor Popolizio, para discutir as possibilidades de cooperação entre os dois países na área educacional.

“O que me agradou – nas minhas discussões o ministro Nestor Popolizio – é que o Peru quer se concentrar muito no setor de educação, em tecnologias ambientais e também fortalecer seu setor florestal”, disse o chanceler finlandês. “A educação poderia ser um setor em que os serviços poderiam ser contratados diretamente. Afinal, todo o nosso sistema educacional é público, e nós daríamos orientações por meio do Ministério da Educação. Todos os serviços educacionais são organizados publicamente e entregues a governos estrangeiros como consultorias que podem ser adquiridas diretamente dessa maneira.”

A importância da autonomia escolar

Segundo Haavisto, uma das diferenças que ele vê entre a Finlândia e outros países é o baixo nível de autonomia das escolas. Isso é, afirma ele, o oposto do que ocorre em seu país. “Não há alguém que vá à escola para fazer uma inspeção. Na Finlândia, com a autonomia, o controle de qualidade é de responsabilidade do próprio professor. Temos uma qualidade de ensino muito alta, e a formação de professores é algo que exportamos como serviço no exterior.”

Isso transforma o trabalho docente finlandês em uma atividade inovadora. “Essa capacidade de formação de professores é algo que podemos oferecer”, disse Haavisto. A inovação na educação não ocorre apenas com o uso de tecnologia, mas também em ambientes de aprendizagem.” Não há no momento previsão de quando um acordo entre finlandeses e peruanos irá ocorrer, mas o primeiro passo já foi dado.

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