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Finlândia, que preside a UE, quer banir compra de carne brasileira pelo bloco

A Finlândia afirmou nesta sexta-feira (23/8) que pretende encontrar uma forma de fazer a União Europeia banir a importação de carne brasileira por causa da devastação causada por incêndios na Amazônia. Se, individualmente, a decisão finlandesa já seria um sinal de alerta preocupante, no momento, ela tem ainda mais projeção, já que, desde o dia 1º de julho, o país ocupa a presidência rotativa do bloco.

"O ministro de Finanças Mika Lintila condena a destruição da floresta amazônica e sugere que a UE e a Finlândia devam urgentemente rever a possibilidade de banir as importações de carne bovina brasileira", afirmou o Ministério das Finanças da Finlândia, em comunicado.

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Esse movimento mostra como a questão ambiental é hoje um elemento-chave na relação comercial entre os países e que tratá-la sem responsabilidade pode ter desdobramentos concretos – e muito negativos para o Brasil. A União Europeia é um dos principais compradores da carne brasileira. No ano passado, quando o Brasil atingiu seu recorde histórico de exportações do produto, o bloco foi o quarto maior importador em volume, mas o terceiro em valores, já que as compras da UE são de produtos de maior valor agregado. As importações do bloco somaram US$ 728,1 milhões, ou 11% do total, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). Hong Kong e China ficaram nas duas primeiras posições.

Antti Rinne, o primeiro-ministro finlandês, disse estar "muito preocupado com os incêndios florestais no Brasil". “Eles são uma ameaça para todo o nosso planeta, não apenas para o Brasil ou a América do Sul. Quando se trata de mudança climática, a situação é extremamente séria, e precisamos agir imediatamente”, afirmou.

E Rinne de fato já agiu: ele informou ter feito contato com a Comissão Europeia, o braço executivo da UE, para falar sobre o tema – e e "espera que eles possam agir". “As florestas tropicais do Brasil são vitais para o clima do mundo. Estou realmente preocupado com a atitude que o Brasil parece ter adotado agora em relação a suas próprias florestas ”, acrescentou o primeiro-ministro.

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