Início Escandinávia e Brasil Finlandesa Wärtsilä escolhe o Brasil para projeto-piloto global em energia eólica

Finlandesa Wärtsilä escolhe o Brasil para projeto-piloto global em energia eólica

Conhecida como uma das principais fornecedoras de equipamentos para as indústrias brasileiras de óleo e gás e energia, a finlandesa Wärtsilä vai inaugurar ainda neste ano uma operação dedicada a um novo ramo de atuação: o de energia eólica. A iniciativa é inédita para a empresa no mundo e servirá como um projeto-piloto para ser replicado em escala global no futuro.

A companhia vai instalar uma base em Pernambuco. O estado foi escolhido porque, assim, a Wärtsilä poderá ficar próxima dos parques eólicos, já que o Nordeste concentra os grandes projetos do setor no Brasil. Segundo a programação da companhia, a nova base entrará em operação no fim deste ano.

LEIA TAMBÉM:
– Statkraft: "Queremos triplicar nossa capacidade de geração de energia no Brasil"
– Siderúrgica sueca quer ser a primeira do mundo a acabar com emissão de poluentes
– Dinamarca quer que Apple, Facebook e Google paguem por novos parques eólicos

“Escolhemos o Brasil para fazer case, para entender como é esse business. É um projeto-piloto que pode ser replicado no mundo todo”, disse, em entrevista à revista Brasil Energia, Jorge Alcaide, presidente da empresa no país. Segundo o executivo, a iniciativa marca a entrada efetiva da Wärtsilä no mercado de energias renováveis – embora tenha projetos também nos Estados Unidos ligados a usinas térmicas a gás.

A empresa não deixará de atuar na venda e manutenção dos chamados grupos geradores, sua principal frente de atuação, frisa Alcaide. “Esse é o nosso core business", disse ele à publicação. "Mas agora vamos atender a um novo segmento, prestando serviços em equipamentos ligados às usinas eólicas. Vamos fazer a importação de peças, mas o foco é serviços."

A meta da empresa é ser reconhecida no setor eólico tanto quanto é vista mundialmente como referência no mercado de motores, segundo ele. Esse é um mercado que a Wärtsilä enxerga como de grande potencial, no mundo e no Brasil. “A energia renovável, sobretudo a eólica, é um caminho sem volta", afirma o executivo.

Também estão no radar da empresa os projetos de usinas eólicas em alto-mar, as chamadas offshore, mas, para o presidente da companhia, o momento ainda é o da eólicas operadas em terra firme, as onshore. “Ainda há muito o que se desenvolver, em termos regulatórios e de tecnologia, e espaço a explorar, mas não podemos desprezar o offshore”, diz.

Alcaide lembra da existência de parques eólicos "fantásticos" instalados no mar, como os da Dinamarca, e cita "correntes de ventos interessantíssimas na costa do Brasil" como um potencial a ser explorado, mas não deixa de mencionar os desafios técnicos e de engenharia para instalação de usinas em alto-mar. "Mas, quando você olha para a história da indústria de petróleo no Brasil, ela se desenvolveu com muito destaque com a exploração offshore", diz. "Então esse não vai ser um entrave."

A Wärtsilä, fundada em 1834, registrou no ano passado vendas globais de € 5,2 bilhões. Sua operação brasileira foi criada em 1990. No país, onde tem cerca de 400 funcionários, distribuídos em oito estados, ela fornece serviços e equipamentos tanto para usinas de energia quanto para a indústria naval. 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Leia também

direito ao esquecimento bandeira da Suécia

“Direito ao esquecimento” faz Google levar multa recorde na Suécia

0
Na última semana, o descumprimento do chamado "direito ao esquecimento" fez o Google levar uma multa sem precedentes na Suécia. Com base em uma...
- Publicidade -