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Filme da Netflix zomba de islandeses – e eles dão risada

Bem-recebido no mundo todo, "Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars" é estrelado por Will Ferrell e Rachel McAdams

O Eurovision é um concurso musical realizado na Europa desde 1956 na qual os artistas competem pelo título representando seus países. Foi no festival que o mundo conheceu, por exemplo, o grupo sueco Abba, campeão em 1974. O concurso é o tema de um filme lançado pela Netflix no fim de junho, no qual a Islândia e seus habitantes são alvo de piadas o tempo todo. E, em vez de se sentirem ofendidos, os islandeses estão é dando risada da bobagem toda.

Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars é estrelado por Will Ferrell e Rachel McAdams. A dupla, que sonha em representar a Islândia no festival, acaba chegando a ele, ainda que por caminhos tortos. E aí Ferrell, também um dos autores do roteiro, apresenta uma arsenal de piadas sobre elfos, banqueiros sem escrúpulos e estereótipos sobre o sotaque dos islandeses.

Houve quem, como Will Gompertz, crítico da BBC, achasse o filme da Netflix um besteirol “ofensivo” à Islândia, seu povo e sua cultura. Mas, aparentemente, os islandeses não estão entre os que se sentem “ofendidos”. Com o espírito de quem sabem rir de si próprio, eles não têm levado as piadas assim tão a sério – e até aproveitado o sucesso do filme para faturar com ele.

Piada que vira negócio

O dono de um hotel de Húsavik, cidade de 2,3 mil habitantes onde a história se passa, abriu um bar que faz referência ao filme. O local, que funcionará apenas por alguns meses, foi batizado de Jaja Ding Dong, uma das principais músicas da trilha sonora. “Você acha que daria para desperdiçar uma oportunidade que chega voando a 180 quilômetros por hora e cai no seu colo?”, diz o empresário Örlygur Hnefill Örlygsson, dono do Cape Hotel.

No site da revista Veja, a jornalista Isabela Boscov, uma das mais respeitadas críticas de cinema do país, chama o filme de “besteirol genial“. “Há pouca coisa melhor, em uma noite qualquer em casa, do que uma comédia que abraça o ridículo, venera o brega, ama a tolice e é tão honestamente doce quanto Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars“, escreve ela.

Tem horas em que tudo o que se quer é dar risada, não?

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