Estocolmo quer se aquecer com sistema de carbono negativo

Projeto pode fazer a estrutura de aquecimento urbano da capital sueca a primeira do mundo em que compensações ambientais superam emissões de poluentes

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A usina de Värtaverket, em Estocolmo, que vai fechar sua última caldeira a carvão ainda em funcionamento

Estocolmo quer ser a primeira capital do mundo a ter um sistema de aquecimento urbano com “carbono negativo”. Com isso, a meta perseguida pela capital sueca não é apenas a de compensar os poluentes emitidos para a geração de calor no inverno, mas a de fazer com que as medidas de compensação mais que superem o volume de gases nocivos ao meio ambiente lançados na atmosfera.

Esse trabalho é encabeçado pela Stockholm Exergi, uma parceria operacional entre a concessionária de energia finlandesa Fortum e a cidade de Estocolmo. O próximo passo da joint venture já foi definido: o fechamento da última caldeira a carvão para produção de energia e calor na planta de Värtaverket, em Estocolmo. A medida será implantada na próxima primavera do hemisfério norte (março a junho), informa o site Recharge.

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Em 2016, a Stockholm Exergi já havia substituído por biocombustíveis a maior parte da produção à base de carvão da Värtaverket. Agora, a empresa avalia se é possível que a planta passe a contar com um sistema de captura de carbono, o que tornaria sua pegada de carbono negativa. A transformação do sistema de aquecimento urbano de Estocolmo faz parte dos planos da cidade de, até 2040, neutralizar totalmente suas emissões de poluentes.

Alternativa mais econômica

Segundo a Stockholm Exergi, com base no projeto-piloto em andamento, esse sistema seria uma alternativa mais econômica para reduzir as emissões de dióxido de carbono. O dióxido de carbono capturado pode ser armazenado permanentemente, por exemplo, em formações rochosas no fundo do mar. O material poder utilizado ainda em processos industriais ou mesmo usados em estufas.

O sistema de aquecimento urbano da Stockholm Exergi tem mais de 800 mil consumidores. A empresa também conta com um sistema de refrigeração urbano, utilizado por mais de 400 hospitais, data centers e empresas. Até 2022, a joint venture pretende usar apenas combustíveis 100% renováveis.

Além do projeto em Estocolmo, a Fortum também está testando a tecnologia de captura de carbono na capital em Oslo, onde foi criada a joint venture Fortum Oslo Varme. Os projetos das capitais da Suécia e da Noruega têm sido desenvolvidos em parceria com a Northern Lights, iniciativa norueguesa de pesquisa sobre o armazenamento de carbono nas rochas do Mar do Norte.

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