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Escandinávia comprova força em ranking de competitividade digital

Os escandinavos reiteraram seu protagonismo em competitividade digital e ocuparam mais uma vez quatro das dez primeiras colocações na nova edição do ranking sobre o tema elaborado pela escola de negócios suíça IMD. Em uma relação com 63 países, Suécia (na foto, a cidade de Lund), Dinamarca, Finlândia e Noruega apareceram, respectivamente, na terceira, quarta, sétima e nona posições. Os Estados Unidos, líderes em 2018, mantiveram o primeiro lugar neste ano.

A IMD Business School criou o ranking há cinco anos. Com ele, a instituição avalia a capacidade dos países de adotar e explorar tecnologias digitais como um fator-chave de transformação de negócios, governos e sociedade em geral. os responsáveis pela pesquisa avaliam uma série de estatísticas, reunidas em três grupos principais: "conhecimento" (no qual se analisa a capacidade do país de entender e aprender novas tecnologias) "tecnologia” (no qual se mensura a competência para desenvolver inovações digitais) e "preparo para o futuro”. 

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Segundo o estudo, os cinco primeiros colocads no ranking – grupo em que estão suecos e dinamarqueses – têm entre as características em comum o foco na geração de conhecimento. No entanto, segundo a pesquisa, cada um desses países se relaciona com a competitividade digital à sua maneira diferente. Os Estados Unidos e a Suécia equilibram a ênfase que dão à geração de conhecimento, à criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento de tecnologia e ao estímulo para a adoção de inovações. Cingapura, Dinamarca e Suíça, por sua vez, dão prioridade a um ou dois fatores centrais avaliados no levantamento.

"A edição mais recente do ranking ratifica uma tendência que já havíamos identificado: as economias baseadas em indivíduos que se adaptam rapidamente a novas tecnologias e indústrias e que se mostram abertos às inovações são as que apresentam bom desempenho no comparativo de competitividade digital", diz a carta de apresentação da pesquisa, assinada por Arturo Bris e Christos Cabolis, respectivamente diretor e economista-chefe do IMD World Competitiveness Center.

Um fator importante para a competitividade digital, e explorado mais a fundo neste ano, continuam eles, está relacionado à força do ambiente institucional. Há uma correlação direta entre estabilidade política e alta competitividade digital, segundo os autores. A Venezuela ficou em último lugar na pesquisa – e o Brasil, em 57º, a mesma de 2018, que é, por sua vez, a pior do país desde que o ranking foi criado.

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