Início Sociedade Em mobilidade social, nenhum país bate os escandinavos

Em mobilidade social, nenhum país bate os escandinavos

Em nenhum lugar do mundo há mais chance de uma pessoa melhorar de vida do que na Escandinávia. Dinamarca, Noruega, Finlândia, Suécia e Islândia, os cinco países da região, ocupam, nessa ordem, os cinco primeiros lugares do ranking de mobilidade social divulgado nesta semana pelo Fórum Econômico Mundial.

Segundo a pesquisa, a maior parte dos 82 países avaliados precisa melhorar a chance que dá a seus cidadãos de ascender socialmente. Os escandinavos estão entre as exceções, de acordo com o levantamento. "Essas nações combinam acesso, qualidade e equidade na educação, além de oferecer oportunidades e boas condições de trabalho, proteção social de qualidade e instituições inclusivas", diz o estudo.

LEIA TAMBÉM:
– Escandinavos são os melhores países para criar filhos, diz estudo
– IDH: Noruega segue no topo do ranking de desenvolvimento humano
– Escandinavos estão entre os países mais atrativos para talentos

O Índice Global de Mobilidade Social considera dez pilares: qualidade e equidade da educação, acesso à educação, saúde, instituições inclusivas, proteção social, condições de trabalho, distribuição justa de salários, oportunidades de trabalho, acesso à tecnologia e aprendizado ao longo da vida.

Em uma escala que vai até 100, os escandinavos tiveram notas que ficaram entre os 85,2 da Dinamarca, a líder, e os 82,7 da quinta colocada, a Islândia. A nota brasileira no comparativo foi 52,1, o que colocou o país na 60 posição global. Dos pilares considerados, o Brasil teve sua pior avaliação em “distribuição justa de salários”.

“Crianças nascidas em famílias menos abastadas tendem a experimentar maiores barreiras para chegar ao sucesso do que aquelas nascidas em famílias mais abastadas. Essa desigualdade de oportunidades podem se tornar arraigadas e promover desigualdades econômicas de longo prazo, além de profundas divisões econômicas e sociais”, diz o texto de apresentação do ranking.

Uma das medidas de mobilidade social usadas pelo relatório calcula quantas gerações, em média, levaria para uma família de baixa renda atingir a renda mediana da sociedade. Na Dinamarca, são duas gerações, segundo o  Fórum Econômico Mundial – e, no Brasil, nove.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Leia também

“Scandinavian Way” é finalista nos EUA do prêmio PR Daily Awards

0
O Scandinavian Way é um dos finalistas do prêmio internacional PR Daily Awards, criado para identificar os melhores projetos do mundo nas áreas de...