Nórdicos lideram novo ranking de respeito a direitos das crianças

Islândia ficou mais uma vez no topo da pesquisa da KidsRights Foundation; Finlândia, Suécia e Dinamarca também aparecem entre os dez primeiros

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Islândia ficou em primeiro lugar no ranking de direitos das crianças pelo segundo ano seguido
Islândia à frente: país ficou em primeiro lugar no ranking pelo segundo ano seguido (Foto: Aswin)

Os países nórdicos ocupam quatro dos dez primeiros lugares do ranking sobre respeito aos direitos das crianças no mundo, segundo a nova edição da pesquisa sobre o tema produzida anualmente pela KidsRights Foundation, publicada nesta terça-feira (26/5). Assim como em 2019, a Islândia apareceu no topo, com Finlândia e Suécia em terceiro e quarto, respectivamente. A Dinamarca ficou na décima posição, a mesma do ano passado.

Criada na Holanda em 2003, a organização produz o ranking em parceria com a faculdade de economia da Erasmus University Rotterdam e o Instituto Internacional de Estudos Sociais, um curso de pós-gradução também vinculado à universidade holandesa. Para fazer o comparativo, a pesquisa considera 20 diferentes quesitos, que vão de expectativa de vida ao nascer a registros de trabalho infantil. Esses dados são agrupados em cinco áreas, como educação, saúde e proteção, nas quais os países recebem notas de 1 a 5 em cinco áreas. A classificação final considera o conjunto das notas.

Um dos alertas da nova edição do ranking é sobre o impacto da pandemia sobre o respeito aos direitos das crianças. “A pesquisa mostra que, em todo o mundo, os países alocam recursos insuficientes para [assegurar] os direitos das crianças, especificamente em proteção, saúde e educação. Com a crise do coronavírus, esse quadro não deve mudar tão cedo”, afirma, em comunicado, Marc Dullaert, fundador e presidente do conselho da Fundação KidsRights.

Ao todo, 188 países fecharam escolas como parte das medidas de isolamento social adotadas para conter a disseminação da covid-19. Isso afetou 1,5 bilhão de crianças e adolescentes no mundo. Com isso, afirma a entidade, muitos desses estudantes acabaram mais expostos a riscos de trabalho infantil e violência doméstica. Outros desdobramentos incluíram a suspensão de campanhas de vacinação contra o sarampo em 23 países, o que afetou 78 milhões de crianças com idades de até 9 anos. A pesquisa cita ainda a estimativa das Nações Unidas de que entre 42 milhões e 66 milhões de crianças passariam à enfrentar a extrema pobreza por causa da crise atual.

Brasil em 102° lugar

O ranking comparou 182 países. O Brasil ficou em 102° lugar, logo atrás do Irã. Na América do Sul, Chile (19°) e Uruguai (23°) foram os mais bem-avaliados e Brasil e Venezuela, os piores; os venezuelanos ficaram em 104° lugar. Das cinco áreas consideradas no comparativo, o pior desempenho brasileiro foi em “ambiente favorável aos direitos da criança”, na qual o país ficou em 152° lugar. Nesse grupo entram indicadores como orçamento e estrutura legal para assegurar o cumprimento de direitos. 

Clique aqui para conhecer a pesquisa completa.

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