Dinamarqueses criam “robô-cotonete” para testes de coronavírus

Com a inovação, os profissionais de saúde não precisam coletar a saliva dos pacientes, o que reduz o risco de contraírem a covid-19

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Com o robô criado na Dinamarca, os profissionais de saúde não precisam fazer coleta da saliva, o que reduz o risco de exposição ao coronavírus nos testes
Trabalho conjunto: a universidade SDU e a empresa Lifeline Robotics desenvolveram a inovação em parceria (Foto: Lifeline Robotics / reprodução)

Um robô desenvolvido na Dinamarca poderá ser usado para substituir os profissionais de saúde que hoje fazem testes de coronavírus. A inovação, que acaba de ser revelada, reduz o risco de infecção que médicos e enfermeiros enfrentam para salvar os doentes e combater a disseminação da covid-19.

Pesquisadores da Universidade do Sul da Dinamarca (SDU) e da empresa Lifeline Robotics  desenvolveram a novidade a ser usada nos testes de coronavírus, apresentada como o primeiro “robô-cotonete” do mundo a operar de maneira totalmente automatizada. A máquina coleta a saliva da boca dos pacientes sem que os profissionais de saúde participem da tarefa, o que evita sua exposição a quem contraiu a doença.

O teste começa depois que a pessoa apresenta seu documento de identificação. O robô prepara um kit de amostragem, desliza o cotonete no fundo da garganta do paciente a ser testado e guarda o material em um recipiente próprio para a tarefa. Com o uso de câmeras e inteligência artificial, o robô consegue detectar a parte da garganta mais adequada para a coleta.

Testes mais precisos

Thiusius Rajeeth Savarimuthu, professor de robótica da SDU, é uma dos que aparecem sendo testados no vídeo de demonstração da novidade (veja abaixo). Ele posicionou o rosto em uma moldura de plástico e abriu a boca. Na sequência, um braço robótico passou o cotonete no fundo da garganta do professor.

“Você consegue repetir exatamente o mesmo procedimento várias vezes. Isso dará uma melhor qualidade às amostras”, diz Savarimuthu. Segundo os desenvolvedores, todo o processo – da identificação do paciente à guarda do material – exige em torno de 7 minutos. A retirada da saliva da boca do paciente leva 25 segundos.

Assista ao “robô-cotonete” dinamarquês em ação:

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