Dinamarca transformará uma antiga prisão em bairro sustentável

Vridsløselille, um presídio por mais de 150 anos, terá casas, parques e lagos; fachada histórica será mantida e material de construção, reaproveitado

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Na Dinamarca, projeto de arquitetura vai preservar a fachada e o portão de entrada da prisão Vridsløselille
Fachada da prisão: o portão de entrada de Vridsløselille apareceu em inúmeros filmes do diretor dinamarquês Erik Balling

Um concurso vai transformar uma das mais antigas penitenciárias dinamarquesas em um bairro sustentável, marca registrada de um dos países com as políticas ambientais mais avançadas do mundo. Cinco escritório de arquitetura da Dinamarca já estão desenvolvendo suas ideias para o projeto. As propostas serão apresentadas entre o fim de agosto e o começo de setembro.

A prisão de Vridsløselille fica em Albertslund, na região metropolitana da capital, Copenhague, em um terreno de 160 mil metros quadrados. Inaugurado em 1859, o presídio tinha capacidade para até 241 detentos. Ele funcionou até janeiro de 2016, quando o último prisioneiro foi transferido.

A antiga penitenciária ocupa uma área equivalente à de 22 campos de futebol. Com a repaginação, o local passará a ser o endereço de escritórios, lojas, instituições públicas, como creches, e, principalmente, imóveis residenciais. Mas a repaginação não será sinônimo de completa demolição. Por seu valor para a história e a arquitetura da Dinamarca, algumas estruturas, entre elas a fachada principal e o portão de entrada, serão mantidos no projeto.

Entulho reciclado

Segundo registra a emissora pública dinamarquesa TV 2, a sustentabilidade do projeto estará, entre outros aspectos, na reutilização do material de construções da parte da estrutura que será demolida. As áreas de vegetação e parque terão lagos, que serão nivelados para evitar afogamentos.

A prisão de Vridsløselille é também uma referência cultural para muitos dinamarqueses. Seu portão de entrada foi usado em inúmeras cenas da série de filmes centrados na gangue Olsen. Entre 1968 e 1998, foram produzidas, ao todo, 14 comédias sobre o grupo de criminosos. A maioria deles foi assinada Erik Balling, nome histórico do cinema e da TV dinamarqueses, indicado ao Oscar de Filme Estrangeiro e à Palma de Ouro do Festival de Cannes nos anos 50.

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