Início Meio Ambiente e Sustentabilidade Dinamarca já prevê capacidade de exportar energia limpa

Dinamarca já prevê capacidade de exportar energia limpa

Em nova projeção, Agência Dinamarquesa de Energia afirma que toda a demanda do país por eletricidade será atendida por fontes renováveis já em 2027

Até 2027, toda a eletricidade consumida pelos dinamarqueses sairá de sistemas de geração renovável, segundo uma nova projeção da agência de energia do país. Mais que isso: de acordo com a previsão, revelada nesta quinta-feira (18/6), a Dinamarca poderá começar a exportar energia limpa nos próximos dez anos.

Os dinamarqueses terão marcos importantes na transição para fontes renováveis com o fim do uso de carvão em duas de suas maiores usinas de geração termelétrica. Em 2022, a mudança ocorrerá na usina Fyn, em Odense, a terceira maior cidade dinamarquesa. Na usina de Nordjylland, o fim do uso do carvão está programado para 2028; a usina fica em Aalborg, a quarta cidade mais populosa do país. A geração eólica e a solar devem ocupar o espaço de ambas, de acordo com a agência.

A Dinamarca tem uma das metas de redução na emissão de poluentes mais ambiciosas do mundo. Em 2030, o volume de dióxido de carbono que o país emite terá que ser 70% menor que o registrado em 1990, de acordo com o alvo já estabelecido. Uma das medidas para alcançar o objetivo será, em dez anos, não mais usar carvão para gerar eletricidade.

Esforços em andamento

Por um lado, as projeções da Agência Dinamarquesa de Energia mostram que o país ainda tem um longo caminho para atingir a meta. O volume de poluentes que o país lançou na atmosfera caiu 29% entre 1990 e 2018. Até 2030, a previsão é de que a redução chegue a 44%, ou 26 pontos percentuais abaixo do objetivo. Isso equivale a 20 milhões de toneladas de dióxido de carbono. No entanto, a projeção considera um cenário em que nenhuma nova medida será adotada – o que é improvável, já que o tema está em debate constante no Parlamento.

A Dinamarca já conseguiu reduzir muito a emissão de poluentes na geração de energia. O país liberava 30,7 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera em 1990 para produzir eletricidade e aquecimento, número que deve cair para 2,3 milhões de toneladas até 2030. Agricultura e transporte estão os grandes desafios do momento. As emissões previstas para 2030, de 11 milhões e 14 milhões de toneladas de CO2, respectivamente, são similares às de 30 anos atrás.

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