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Democracia escandinava reafirma sua hegemonia em ranking global

Dos sete países mais democráticos do mundo, cinco estão na Escandinávia, diz "The Economist"; Noruega, Islândia e Suécia seguem nos três primeiros lugares

A nova edição do ranking Democracy Index reiterou a força da democracia na Escandinávia. Segundo o levantamento, feito pela Economist Intelligence Unit (EIU), unidade de pesquisas da revista britânica The Economist, Noruega, Islândia e Suécia aparecem, nessa ordem, nos três primeiros lugares, os mesmos que os três países ocupam nas últimas cinco edições da pesquisa – os noruegueses estão no topo desde 2010. A Finlândia subiu da oitava para a quinta colocação, e a Dinamarca desceu dois degraus, de quinto para sétimo.

Para chegar ao resultado, a Economist Intelligence Unit avalia, ao todo, 60 indicadores, que vão de processo eleitoral a liberdades civis, de funcionamento do governo ao nível de participação política da população. Dos 167 países pesquisados, apenas os 22 primeiros foram classificados como “totalmente democráticos”, enquanto os demais são “democracias imperfeitas”, “regime híbridos” ou “autoritários”.

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Com seus pouco mais de 25 milhões de habitantes, os cinco países da Escandinávia ajudam a engordar um grupo ainda bastante restrito: o das pessoas que, de acordo com os critérios do Democracy Index, hoje estão em regimes de plena democracia. Ao todo, segundo a EIU, 5,7% da população do planeta vive em países altamente democráticos, enquanto mais de um terço está sob regimes autoritários – com grande parte desse grupo representado pelos chineses.

Na edição mais recente, o Brasil apareceu em 52° lugar, em sua pior colocação desde que a pesquisa foi criada, em 2006. A melhor posição brasileira foi registrada em 2008, quando o país figurou em 41°, mas tanto a nota (os países são classificados em uma escala que vai de 0 a 10) quanto a posição do país têm se deteriorado desde então.

A nota 6,8 pôs o Brasil novamente no grupo das “democracias imperfeitas”. A definição faz referência a países que têm eleições livres e justas e onde as liberdades básicas são respeitadas, mas que, por outro lado, têm fragilidades significativas na gestão governamental, baixa cultura política e uma reduzida participação popular no destino das políticas adotadas.

Clique aqui e conheça o ranking completo. Abaixo, os dez primeiros na lista, que tem a Coreia do Norte em último lugar.

1. Noruega

2. Islândia

3. Suécia

4. Nova Zelândia

5. Finlândia

6. Irlanda

7. Dinamarca

8. Canadá

9. Austrália

10. Suíça

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