Como a covid-19 mudará o mundo: cinco previsões da sueca Ericsson

A empresa ouviu 12 mil consumidores, em 11 países, para tentar antever quais mudanças estarão na rotina do mundo pós-coronavírus

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Entre as previsões da Ericsson para a vida após o coronavírus está a de aumento do consumo remoto, o que tende a popularizar entregas por drones
Drones em ação: a pandemia deve ampliar consumo remoto, o que tende a popularizar entregas por drones, prevê a Ericsson (Foto: divulgação)

A covid-19 alterou radicalmente a rotina das pessoas em todo o mundo, e algumas dessas transformações devem ser irreversíveis. Mas quais? E como será nossa vida após a pandemia? Com base em uma pesquisa global, a fabricante de equipamentos de telecomunicações Ericsson, da Suécia, apresentou cinco previsões de mudanças causadas pelo novo coronavírus que devem ser incorporadas de vez ao nosso cotidiano.

Para coletar as informações, a Ericsson ouviu 12 mil consumidores, de 11 países, entre eles o Brasil. Segundo Jasmeet Sethi, que comanda o ConsumerLab, braço de inteligência de mercado da Ericsson, as respostas permitiram entender melhor o comportamento de um universo de 700 milhões de consumidores. Sethi falou sobre a pesquisa na última segunda-feira (11/5), na série de conferências virtuais que a empresa tem feito durante a pandemia.

Abaixo, as cinco previsões da Ericsson para o mundo após o coronavírus:

1. Conexões de banda larga tornam-se (ainda) mais essenciais

Antes da covid-19, boa parte dos consumidores considerava as conexões de banda larga um item “desejável” em seu cotidiano. Esse quadro mudou, e agora a maioria vê essa tecnologia como “essencial”. “Sete em cada dez consumidores de todo o mundo disseram que a boa conectividade será fundamental não apenas nesta crise, mas também nas próximas”, conta Sethi. Isso põe pressão sobre provedores de serviços de internet em países em que as conexões mostraram-se instáveis durante a pandemia. Ele citou Índia e Brasil como exemplos de países em que as instabilidades foram mais frequentes.

2. Consumo autônomo

Países como Índia e China usaram drones para monitorar e pulverizar desinfetantes em áreas públicas durante a pandemia. Segundo a Ericsson, em um mundo em que, por causa da covid-19, as pessoas estão mais inseguras com o contato humano, o uso de drones e carros autônomos passará a ser mais aceito. Na esteira desse fenômeno, quando tecnologias que não dependem de interações entre indivíduos começam a ser mais aceitas, sua chance de sucesso cresce.

3. Home office é o novo normal 

A pandemia forçou milhões de pessoas a trabalharem a partir de suas casas – e é provável que isso se mantenha mesmo depois do fim dos regimes de isolamento social. Em um mundo em que o home office passa a ser regra, e não exceção, cidades superpovoadas e com número elevado de pequenos apartamentos, como Nova York, Hong Kong e Singapura, tornam-se menos atraentes.

4. A ascensão da medicina remota 

A prática da medicina remota já existe há algum tempo, mas cresceu desde o início do surto da covid-19. Essa prática deve virar regra, segundo as previsões da Ericsson para o mundo pós-coronavírus. Assim, em vez de ir a um consultório, o paciente pode usar o smartphone para conversar por vídeo, à distância, com um médico, que avaliará os sintomas e indicará os próximos passos para o tratamento. “Seis em cada dez entrevistados acreditam que as consultas online serão mais comuns do que as visitas ao consultório físico. As pessoas simplesmente não querem ficar em uma sala de espera, sujeitas a infecções”, afirma Sethi.

5. A economia da experiência virtual ganha espaço

Com o fechamento de cinemas, parques temáticos e pontos turísticos, os consumidores estão mais em casa – e passam mais tempo na internet. Muitos estão aderindo a plataformas online para socializar e sair do tédio. Sethi diz que isso pode atrair o interesse das pessoas por tecnologias de realidade aumentada e virtual. “Se você começar a gastar cada vez mais tempo online, é muito provável que os bens virtuais se tornem muito mais importantes para você do que a posse física”, diz.

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