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Sem voos, comissários de bordo da SAS ajudarão médicos na Suécia

Grupo de funcionários da maior empresa aérea nórdica já recebe aulas para atuar ao lado dos profissionais de saúde suecos no combate ao coronavírus

Com voos paralisados por causa do coronavírus, a empresa aérea SAS formou um time de comissários de bordo para outra missão: atuar no combate à pandemia na Suécia. Na última semana, um grupo de funcionários integrou a primeira turma do curso oferecido por uma universidade sueca para ajudar profissionais de saúde do país a enfrentar a covid-19.

O curso de cuidados médicos, com duração de três dias, está sendo ministrado pela Sophiahemmet, uma das mais tradicionais universidades de enfermagem da Suécia. A ideia é que os profissionais da SAS – sigla pela qual a Scandinavian Airlines é mais conhecida – ajudem a aliviar a sobrecarga de trabalho que médicos e enfermeiros hoje enfrentam por causa da pandemia.

Bancado pela Fundação Marianne e Marcus Wallenberg e pelo grupo de recursos humanos Novare, o curso é gratuito para os alunos. As aulas cobrem temas que vão de troca de cama dos pacientes e saúde pública a gestão hospitalar. A turma inaugural tinha funcionários da SAS e também colaboradores que já deixaram a companhia.

Segundo a SAS, que tem sedes em Estocolmo, Copenhague e Oslo e é a maior empresa aérea da Escandinávia, o treinamento de combate ao coronavírus faz parte de uma iniciativa mais ampla. Nela, os funcionários têm a oportunidade de contribuir com a sociedade atuando temporariamente em áreas que estão mais carentes de mão de obra.

Para inspirar a concorrência

O grupo corresponde a apenas uma pequena parte do quadro total de colaboradores da companhia. De seus cerca de 10 mil funcionários, 90% estão em licença temporária, aguardando o momento de retomar os trabalhos. Mas, para a universidade, a iniciativa pode servir de estímulo para que outras empresas façam o mesmo.

Segundo a direção da Sophiahemmet, os comissários de bordo têm as qualidades necessárias para atuar em um cenário tenso como o do combate ao coronavírus. Esses profissionais têm uma capacidade inabalável de enfrentar “situações inesperadas e desafiadoras com calma, método e muita atenção ao serviço”, disse a universidade, em nota.

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