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Comércio eletrônico pode representar 40% de todo o varejo na Suécia até 2030

País sede de algumas das principais cadeias de loja do mundo, como H&M e Ikea, a Suécia deve viver uma explosão de e-commerce nos próximos anos. De acordo com um estudo do Svensk Handel, organização de comércio varejista e atacadista, a parcela do comércio eletrônico saltará dos 11% para 40% de todo o varejo até 2030 no país.

Esse movimento vai além das redes de varejo e já chega aos supermercados. Hoje o e-commerce de alimentos na Suécia chega a 4% do total de vendas do setor, mas a estimativa é que as compras on-line em supermercado cheguem a 18% até o fim da década.

Segundo a empresa responsável pela pesquisa, essa mudança significativa no comportamento de compras dos suecos é resultado da pandemia, que acabou forçando os consumidores a buscar formas alternativas de consumo. Outra tendência apontada por esse levantamento é que, devido às curtas distâncias regionais e à integração dos mercados europeus, até mesmo as compras de alimentos no país poderão ser feitas em sites estrangeiros.

Essa tendência de compras internacionais on-line gera uma certa insegurança no país, tendo em vista que frente a essa possibilidade, a expectativa é que isso leve ao fechamento de seis a 10 mil lojas físicas nos próximos anos. Mais do que lojas, a estimativa é que isso representa o encerramento de até 35 mil postos de trabalho. 

“A digitalização tornou o comércio uma indústria internacional e as empresas suecas devem ter as condições certas para competir”, comentou Karin Johansson, CEO da Svensk Handel. “Para proteger as empresas e os empregos, o custo do trabalho e do aluguel deve ser adaptado ao resto da Europa.”

Por outro lado, áreas como TI e logística tendem a ganhar um grande impulso e a ampliar a oferta de empregos para os trabalhadores desses segmentos, bem como foi verificado no Brasil onde o e-commerce está expandindo rápido e já conta com grandes operações logísticas em cidades como Cajamar, na Grande São Paulo. 

“As vendas online continuarão a crescer e as empresas estão se ajustando para atender o cliente onde ele está”, disse Johan Davidson, economista-chefe da Svensk Handel.

“A loja continuará a desempenhar o papel principal e, para muitas empresas, a combinação entre uma forte presença física e digital será crucial”.

Mercearias suecas, como ICA Gruppen, relataram um aumento significativo no tráfego on-line ao longo dos últimos meses.

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