Com pandemia sob controle, Noruega já descarta testes em massa

Autoridades de saúde do país, que adotou fortes medidas de isolamento social, consideram testes em massa desnecessários

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Noruega já começou sua reabertura após adotar forte isolamento social para conter o coronavírus
Parque Vigeland, em Oslo: noruegueses já começaram a reabrir o país após fortes medidas de isolamento social (Foto: Vidar Nordli-Mathisen)

Por ter conseguido controlar a pandemia, a Noruega já descarta fazer testes em massa na população para detectar novos casos da covid-19. Com o baixo número de infecções no país, o Instituto Norueguês de Saúde Pública (FHI, na sigla original) emitiu um comunicado no início desta semana em que declarou que o esforço seria “desnecessário“.

Para conter a pandemia, a Noruega adotou em março medidas altamente restritivas de circulação de pessoas. Com o sucesso da estratégia, a fase de reabertura já começou. Na etapa atual, o país pretendia adotar uma política de testes em grande escala, com meta de atingir capacidade para examinar até 300 mil pessoas por semana. Isso permitiria, ao menos em tese, testar toda a população norueguesa em menos de dois meses.

“Com o quadro atual, os profissionais de saúde precisam testar cerca de 12 mil pessoas de forma aleatória para encontrar um resultado positivo de covid-19”, diz o médico Joakim Øverbø, do FHI. “Haverá cerca de 15 respostas positivas nos testes, mas 14 delas serão falsos positivos. Nessas situações, os profissionais de saúde não devem confiar em um resultado positivo até que façam um novo teste para confirmá-lo.”

Testes prosseguem em grupos de risco

Hoje, a Noruega realiza testes em quem apresenta sintomas da covid-19, profissionais de saúde, pessoas que trabalham em lares de idosos e que fazem parte de alguns grupos de risco. Para o órgão, não há razão para testar em massa pessoas saudáveis ou todos os funcionários de uma empresa, por exemplo.

A Noruega já examinou mais de 235 mil de seus 5,4 milhões de habitantes. Até esta quinta-feira (28/5), o país registrou 8,4 mil casos de infecção e 236 mortes, o equivalente 2,8 óbitos para cada 100 infectados. A média é bem inferior à do restante do mundo, que está próxima de 7%.

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