Início Meio Ambiente e Sustentabilidade Cidade dinamarquesa usará água do mar para se aquecer no inverno

Cidade dinamarquesa usará água do mar para se aquecer no inverno

Em breve, uma parte da população de Aarhus, na Dinamarca, não precisará mais de combustíveis fósseis, como carvão ou óleo, para se aquecer no inverno. A cidade acaba de colocar em operação o maior sistema de aquecimento urbano do país a ser abastecido com água do mar.

O sistema será utilizado na Ilha de Aarhus, um bairro próximo do centro da cidade que está sendo desenvolvido a partir da revitalização de uma área próxima ao cais do porto (na imagem, uma concepção artística da área). Quando estiver concluído, o bairro terá capacidade de abrigar até 12 mil moradores.

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Para colocar a estrutura em funcionamento, o sistema vai retirar a água da baía de Aarhus e levá-la até um tanque de cinco metros de altura. Nele, câmaras de pressão vão gerar o calor por meio de mudanças de pressão e temperatura. Encerrada essa etapa, o calor é levado às residências e pontos comerciais por meio de dutos subterrâneos, enquanto a água utilizada no mecanismo é devolvida à baía.

Sistemas de aquecimento urbano que funcionam com água do mar não são inéditos, mas sua implantação muitas vezes é descartada por causa do alto custo. Explica-se: água do mar pode ser um bem gratuito, mas o funcionamento do sistema exige muita energia elétrica.

Nesse quesito, Aarhus, a segunda maior cidade dinamarquesa, com 270 mil habitantes, conta com um "trunfo verde": o alto uso de energia sustentável no país. Com a energia eólica respondendo por quase metade da matriz energética da Dinamarca, em épocas de bons ventos, a energia fica muito barata no país, explica Lasse Sørensen, gerente de desenvolvimento de negócios da Waste Heating Aarhus, empresa responsável pela gestão de resíduos e geração de aquecimento da cidade.

"Em Aarhus, nosso aquecimento urbano já é em grande parte sustentável, já que substituímos o carvão pela biomassa, mas, a longo prazo, gostaríamos de queimar ainda menos material orgânico", disse ele à emissora pública DR Nyheder. "Esse é o primeiro passo para uma transição verde de nosso sistema de geração de calor."

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