Início Sociedade Anel perdido nos EUA aparece na Finlândia após 47 anos

Anel perdido nos EUA aparece na Finlândia após 47 anos

Quase meio século depois de perdê-lo, Debra McKenna recuperou o anel que ganhou em 1973. Ela só não sabe ainda como ele foi parar em uma floresta finlandesa

Um anel perdido nos Estados Unidos há 47 anos foi encontrado e devolvido à dona. Por si só, a história já seria inusitada, mas o reaparecimento acabou ganhando ares de uma surreal caça ao tesouro. E há razão para isso: o anel desapareceu em 1973 no estado americano do Maine e achado em 2020 em uma floresta da Finlândia, a 6 mil quilômetros de distância, onde sua dona jamais esteve.

Debra McKenna tinha 16 anos quando ganhou de seu então namorado (e futuro marido), Shawn McKenna, o anel de formatura ele recebera no ensino médio. Pouco tempo depois, ela o tirou do dedo para lavar as mãos quando estava em uma loja em Portland, no Maine. Foi a última vez que Debra viu a peça.

Em janeiro deste ano, o jornal finlandês Ilta-Sonomat contou a história da descoberta do anel. O metalúrgico Marko Saarinen disse à publicação que estava tentando encontrar objetos de valor com um detector de metais em uma floresta no município de Kaarina, no sudoeste finlandês. O sinal no aparelho estava fraco, mas bastou para que Saarinen decidisse cavar para saber o que havia ali.

Debaixo da terra, mas em bom estado

O anel, em bom estado, estava enterrado a 20 centímetros da superfície. “Foi uma sensação incrível quando um grande anel apareceu no chão”, afirmou. “Normalmente, eu só encontro tampas de garrafas ou outras porcarias.” Poucas buscas na internet bastaram para ele encontrar o antigo dono: o anel trazia a inscrição da escola secundária Morse, onde Debra e Shawn McKenna haviam estudado, o ano – 1973 – e as iniciais SM. Um rápido contato com a associação de ex-alunos da escola bastou para o metalúrgico identificar o antigo dono e localizar Debra.

Shawn e Debra se casaram quatro anos depois do sumiço do anel. Ele morreu de câncer, em 2017. “É muito emocionante que, neste mundo de negatividade, ainda haja pessoas decentes se esforçando [para fazer algo positivo]”, disse Debra ao jornal Bangor Daily News. “Há gente boa no mundo, e nós precisamos de mais pessoas assim.”

Como forma de agradecimento, a associação de ex-alunos da escola Morse enviou a Marko Saarinen um agasalho da instituição. Debra, por sua vez, além de feliz com o achado, contou ao jornal Portland Press Herald que está curiosa para saber como seu anel foi parar no subsolo de uma floresta finlandesa. “Eu quero saber essa história”, disse.

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