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A nova frente de batalha da Dinamarca contra o aquecimento global: os cosméticos

A Dinamarca vai proibir temporariamente o uso de microesferas de plástico na fabricação de produtos de beleza, uma medida que deve valer até que a Comissão Europeia, o braço de regulação da União Europeia, esteja pronta para apresentar sua própria proposta de regulamentação sobre o tema. A decisão dinamarquesa foi anunciada no último dia 5.

Na primeira fase de restrição, que começará no máximo em 1º de janeiro de 2020, a proibição valerá para os produtos que não exigem enxágue. Mas a imposição pode ser ampliada dentro de três anos para todos os demais produtos de beleza que utilizam microplásticos, incluindo esfoliantes e xampus. Isso dependerá de estudos que ainda serão feitos, segundo o ministro do Meio Ambiente e Alimentos do país, Jakob Ellemann-Jensen.

Também chamado de microesferas, os microplásticos são formados por materiais naturais ou sintéticos, como vidro, polímeros ou cerâmica. Essas pequenas servem principalmente para esfoliar a pele e retirar as impurezas. Mas, se servem para limpar a pele, esses produtos também são vilões na poluição de mares e oceanos, já que, no fim da cadeia, podem acabar no sistema digestivo dos peixes. É por isso que a decisão da Dinamarca é mais um passo de defesa do meio ambiente dado pelo país.

A restrição aos microplásticos na Europa teve outros capítulos ainda em 2018. Em janeiro, a Comissão Europeia pediu que a Agência Europeia de Produtos Químicos (Echa, na sigla em inglês) preparasse um dossiê sobre o uso de micropartículas de plástico tanto em produtos de uso pessoal quanto profissional. Meses depois, em setembro, o Parlamento Europeu apoiou os apelos para que se proibisse até 2020 os microplásticos adicionados pela indústria em cosméticos, produtos de higiene pessoal, detergentes e produtos de limpeza.

Alguns países que integram a UE já tomaram medidas para reduzir sua liberação em cosméticos e produtos de higiene pessoal. O Reino Unido os proibiu, e a Suécia e a Bélgica fizeram propostas semelhantes.

No entanto, o Conselho Nórdico, um órgão intergovernamental de cooperação que representa a Dinamarca, a Finlândia, a Islândia, a Noruega e a Suécia, disse que vai esperar para ver o alcance da estratégia da UE antes de tomar medidas do gênero.

A Dinamarca tem sido reconhecida como um exemplo na adoção de medidas de defesa do meio ambiente e de combate ao aquecimento global. A medida contra os microplásticos faz parte desse conjunto de ações.

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